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Acervo artístico de Castelo Branco mais rico

Livro de Pedro Rego traz á luz pintura desconhecida

O património artístico pode e deve ser encardo como factor de atractividade do território.

Foi sob este mote que foi apresentado, ontem, dia 17 de Fevereiro, no Museu Francisco Tavares Proença Jr., em Castelo Branco, o livro “Sob um véu diáfano, o ânimo de um olhar: a propósito de um retrato de Bento Coelho da Silveira”, da autoria do historiador de arte e advogado de Castelo Branco Pedro Rego, e que conta com o prefácio de Vítor Serrão, professor catedrático emérito da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

A sessão de apresentação foi presidida pelo Presidente da Câmara Municipal, Leopoldo Rodrigues, e contou ainda com a presença de Fernando Raposo, professor da Escola de Artes do Instituto Politécnico de Castelo Branco e assessor para a cultura do Município albicastrense.

Acervo artístico de Castelo Branco mais rico
Apresentação do Livro “Sob um véu diáfano, o ânimo de um olhar: a propósito de um retrato de Bento Coelho da Silveira”

Abriu a sessão de apresentação Fernando Raposo, que fez questão de sublinhar o esforço empreendido pelo Município na defesa de valores artísticos e culturais do concelho, através da edição de estudos como o que agora se deu à estampa, com o apoio da Câmara Municipal de Castelo Branco.

De seguida, tomou a palavra o autor do livro, Pedro Rego, que colocou a tónica do seu discurso na importância do retrato do bispo D. Frei Luís da Silva para a historiografia da arte portuguesa, já que se trata do único retrato conhecido de Bento Coelho da Silveira, considerado o maior pintor do seu tempo (séc. XVII), e que vem desta forma enriquecer o acervo artístico da cidade de Castelo Branco.

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Por seu turno, Leopoldo Rodrigues, presidente da autarquia, dirigiu palavras de reconhecimento ao autor do estudo, incentivando-o ainda a prosseguir investigações desta natureza, em vista de que se possam cada vez mais conhecer e divulgar os valores artísticos de Castelo Branco, tão importantes como fator de atratividade do território.

Leopoldo Rodrigues fez ainda questão de referir que Castelo Branco possui um conjunto de muito valor de investigadores na área da história e da história da arte, onde se incluir Pedro Rego, que muito têm contribuído para a divulgação do património artístico do concelho.

Para finalizar, Leopoldo Rodrigues anunciou ainda que está a ser estudada a realização de um protocolo com a Diocese de Portalegre e Castelo Branco, proprietária da pintura, em vista de se realizar  o seu restauro, de forma a que a obra possa depois ser exibida ao público no Núcleo de Arte Sacra do Museu Francisco Tavares Proença Júnior.

De notar que estiveram presentes na sessão de apresentação, onde foi exibida a pintura, até agora resguardada da Sé de Castelo Branco, alguns investigadores e agentes culturais da cidade, que desta forma se associaram a esta iniciativa da Câmara Municipal, pela conservação, salvaguarda e divulgação do património artístico do município.   

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