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Aeroporto para a Serra da Sardinha já

Está há décadas para ser construído, aliás, desde que Portugal ainda vivia sob a ditadura.
Já teve várias localizações preferenciais, assumidas, irrevogáveis, mas a verdade é que nunca saiu do papel. Inclusivamente, nos anos 70, havia quem ironizasse que o melhor era o aeroporto ir para a Serra da Sardinha, no concelho de Loures, pois estava a cerca de 20 km de Lisboa. Agora, pelos vistos, apareceram mais duas soluções.

Do Rio Frio ao Montijo, passando por Ota, Sintra, Alcochete. Há vários anos que as hipóteses para o novo aeroporto são colocadas em cima da mesa, debatidas, descartadas, adiadas. Estamos há “54 anos a discutir o aeroporto”. Um facto, é que há meio século que o aeroporto está para levantar voo e sair do papel.

Aeroporto para a Serra da Sardinha já
DR

Além das cinco opções propostas pelo Governo, a comissão técnica independente tem luz verde para alargar o leque de localizações em estudo. Depois de ter incluído Alverca e Beja, peritos equacionam a hipótese de Monte Real e avançam com combinação Alcochete com Portela, segundo a presidente da comissão ao jornal “Público”.

A comissão técnica independente tem já nove hipóteses em cima da mesa. Além das cinco opções estabelecidas pelo Governo à cabeça (Portela mais Montijo, Montijo mais Portela, Alcochete, Portela mais Santarém, e Santarém), entraram depois as opções Alverca e Beja, estando agora em jogo também duas outras soluções – Monte Real e a combinação Alcochete mais Portela.

Segundo declarações da presidente da comissão, Rosária Partidário, a “solução Monte Real” foi acolhida pela comissão depois de a Câmara Municipal de Leiria ter apresentado a proposta, e a hipótese Alcochete+Portela foi acrescentada pela própria comissão, que tem luz verde do Governo para o fazer até dia 27 de abril, altura em que a lista final de hipóteses será apresentada.

“A solução Portela como aeroporto principal com o Campo de Tiro de Alcochete como complementar é a única colocada por nós, por uma questão de coerência”, disse a presidente da comissão ao Público. A hipótese Ota não foi proposta por ninguém à comissão.

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Da lista final terão de constar, obrigatoriamente, as cinco hipóteses apresentadas pelo Governo quando, em novembro do ano passado, e depois de ter chegado a acordo com o PSD de Luís Montenegro, mandatou a comissão liderada por Rosário Partidário para dar seguimento ao processo. Além das várias combinações possíveis entre Portela, Montijo e Alcochete, também a hipótese de Santarém entrou no leque ‘obrigatório’ a pedido do PSD. Agora, junta-se também Alverca, Beja e Monte Real.


Leiria Satisfeita

Entretanto, a Câmara Municipal de Leiria manifestou este sábado, em comunicado, “grande satisfação” pela inclusão da Base Aérea de Monte Real no estudo para a localização do novo aeroporto de Lisboa, que está a ser realizado pela Comissão Técnica Independente (CTI).

“Esta notícia vem dar-nos ainda mais alento para continuarmos a lutar para que Monte Real possa vir a ter aviação civil, um investimento que, consideramos, vai ter um efeito multiplicador e contribuir de forma decisiva para o desenvolvimento da Região Centro”, referiu o presidente da Câmara Municipal de Leiria, Gonçalo Lopes (PS).

Em comunicado enviado à agência Lusa, a autarquia de Leiria considerou que esta decisão, noticiada hoje pelo jornal Público, resultou de diligências efetuadas por Gonçalo Lopes no início de fevereiro, junto da CTI.

Estas diligências vieram reforçar o conteúdo de uma carta enviada ao primeiro-ministro, em outubro do ano passado, na sequência da apresentação do Projeto de Alta Velocidade Ferroviária, que contempla uma Estação em Leiria.

Segundo a autarquia leiriense, o documento enviado à CTI no início de fevereiro vinca que Leiria, ao ser contemplada com uma paragem da Alta Velocidade, fica a apenas a 40 minutos de Lisboa e a 50 do Porto.

“A Base de Monte Real passa a reunir condições para ser encarada numa dupla perspetiva: por um lado, como opção de localização do futuro aeroporto, ou, por outro, como base de dimensão regional, especialmente vocacionada para assegurar serviço aeroportuário à Região Centro, atualmente a única região do país sem aeroporto, registando uma crescente procura internacional”, referiu.

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Alfredo Miranda
Alfredo Miranda
Jornalista desde 1978, privilegiando ao longo da sua vida o jornalismo de investigação. Tendo Colaborado em diferentes órgãos de Comunicação Social portugueses e também no jornal cabo-verdiano Voz Di Povo.

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