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Almirante Gouveia e Melo recusa comentar nova avaria do navio Mondego

O navio NRP Mondego avariou em alto mar, na viagem do Funchal com destino às Ilhas Selvagens, na madrugada da terça-feira passada. A embarcação teve mesmo que ser rebocada para o porto de mar do Caniçal, na Madeira.

Almirante Gouveia e Melo recusa comentar nova avaria do navio Mondego
DR

Uma avaria que acontece quinze dias após os 13 militares da Marinha terem recusado navegar o navio NRP Mondego, alegando falta condições técnicas e de segurança. Após ter sido alvo de reparação, o navio voltou a dar sinais de avarias que obrigou a abortar a viagem e a missão que visava render a Polícia Marítima nas Ilhas Selvagens.

O navio patrulha, que já tinha falhado duas partidas, paralisou em alto mar. As máquinas deixaram de trabalhar e os militares não foram capazes de retificar a anomalia técnica que chegou a gerar fumaça a bordo.

Uma situação que vem dar suporte os argumentos dos 13 militares alvo de processos disciplinares e criminais. E, desta vez, o almirante Gouveia e Melo, Chefe de Estado Maior da Armada, não se pronunciou. Foi a Ministra da Defesa que confirmou o episódio: “houve de facto uma questão técnica que está a ser avaliada”, disse Helena Carreiras. Ambos participavam numa cerimónia pública do Dia da Defesa Nacional, mas Gouveia e Melo recusou comentar o facto. Apesar de questionado pelos jornalistas, o Almirante remeteu-se ao silêncio.

Já o presidente da Associação Nacional de Sargentos (ANS), António Lima Coelho, não hesitou em sair em defesa dos 13 marinheiros acusados de “insubordinação” pelo CEMA Gouveia e Melo.
“Infelizmente, para nós, foi a confirmação do grito de alerta lançado pelos 13 marinheiros”, considerou Lima Coelho. O sargento vincou que esta “foi uma atitude de grande responsabilidade, coragem e grande dignidade”.

Refira-se que os 13 militares foram humilhações em público por Gouveia e Melo e afastados dos seus postos. São alvo de processo disciplinar na Marinha e de um inquérito criminal por parte da Polícia Judiciária Militar. Contudo, o Ministério Público ainda não quis ouvir os 13 militares por entender que precisa de realizar outras diligências antes de os inquirir.

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Manuela Teixeira
Manuela Teixeira
Jornalista Durante 35 anos com experiência em rádio, imprensa escrita e web jornalismo. trabalhou no jornal, Público, rádio TSF, Expresso, 24 Horas e Correio da Manhã, entre outros OCS. Como repórter foi correspondente à guerra na Bósnia, Kosovo e Timor. Só faz jornalismo com verdade, rigor e isenção. "Se não for assim, não é jornalismo!”

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