Quinta-feira,Abril 18, 2024
12 C
Castelo Branco

- Publicidade -

Caso Mascal: Idalina Costa vai a julgamento

Idalina Costa é acusada de falsificar acta onde consta que não foi responsável por contratar o marido, para IPSS que dirigia, adiantou hoje o Jornalista José António Cerejo, no jornal Público.

Caso Mascal: Idalina Costa vai a julgamento
DR

Segundo a notícia veiculada pelo Público, em 2018, já depois de saber que a Segurança Social e o Ministério público estariam a investigar o Movimento de Solidariedade Colectiva de Ladoeiro, instituição que então dirigia, Idalina Costa, vereadora socialista e vice-presidente da Câmara Municipal de Idanha-a-Nova, terá dado indicações para que fosse redigida e assinada uma acta, com data de 2011, de uma reunião alegadamente efectuada pela direcção, em que os restantes elementos daquele órgão teriam tomado a decisão de contratar o seu marido, o médico Francisco Costa, como clínico da instituição.

Porém, tal como os outros dois elementos da direcção acabariam por confessar em sede de inquérito, perante o Ministério Público, tal reunião nunca terá tido lugar, e os mesmos só terão assinado a referida acta a pedido de Idalina Costa. Versão está corroborada por uma funcionária da associação que também reconheceu que o documento foi escrito por si, por ordem da presidente, que lhe entregou o rascunho com o texto final a inscrever no livro de actas.

Versão diferente apresenta Idalina Costa, que sustenta que os elementos da direcção e a funcionária a incriminaram com o objectivo de não serem eles próprios indiciados pela prática de qualquer crime.

A questão que terá motivado a elaboração da referida acta, prende-se com a contratação de Francisco Costa, marido da presidente da instituição, como médico do Mascal, entre 2011 e o final de 2017, alegadamente por decisão de Idalina Costa. Segundo adiantou o jornal Público, consta dos autos que a instituição pagou ao médico um total de 75.400 euros, à razão de 1200 euros por seis horas de serviço semanais (cerca de 50 euros por hora), através de uma empresa criada pouco tempo antes por uma filha do casal.

Dadas as relações familiares entre os envolvidos e o facto de não ter sido consultado mais nenhum médico para fazer o serviço, Idalina Costa terá mandado falsificar o livro de actas, de forma a fazer recair a responsabilidade da contratação do marido nos restantes membros da direcção.

- Publicidade -

É isso mesmo que se extrai do despacho de acusação do Ministério Público, que afirma que a reunião relatada na acta 1/2018 “não existiu”, e que o documento foi “forjado” pela arguida Idalina Costa, sabendo que o que nele consta sobre a contratação do marido “não corresponder à verdade”, sendo que tais falsidades tinham como objectivo formalizar e justificar a contratação daquele e fazer constar que a mesma havia sido da iniciativa de José Pereira e Adelaide Castanho” e não da própria, “o que todos sabiam não corresponder à verdade.

Refira-se que os restantes membros da direcção, José Pereira e Adelaide Castanho, acabariam por não ser acusados de falsificação, uma vez que, confessando os factos, aceitaram a proposta do MP de suspensão provisória do processo e posterior arquivamento dos autos no que a eles respeita, mediante a entrega de 300 euros ao Estado.

O julgamento inicia-se a 16 de Fevereiro, e Idalina Costa arrisca uma pena de prisão até três anos.

- Publicidade -
Fernando Jesus Pires
Fernando Jesus Pires
Jornalista há 35 anos, trabalhou como enviado especial em Macau, República Popular da China, Tailândia, Taiwan, Hong Kong, Coréia do Sul e Paralelo 38, Espanha, Andorra, França, Marrocos, Argélia, Sahara e Mauritânia.

Destaques

- Publicidade -

Artigos do autor