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Estátua de António Guterres custa 90 mil euros e causa polémica em Vizela

A estátua foi inaugurada no último fim de semana, a propósito dos 25 anos da elevação de Vizela a concelho. Homenageia António Guterres que prometeu, em campanha eleitoral, que Vizela ia passar a sede de concelho, tendo cumprido a promessa quando chegou a primeiro-ministro.

A estátua de 400 quilos e dois metros de altura foi erguida no passado domingo, tendo sido adjudicada, através de ajuste direto, à empresa Artecanter — Indústria Criativa, Lda. Segundo o contrato publicado no portal Base, a estrutura ascendeu aos 89.980 euros, valor que está a gerar indignação tanto junto dos populares, como dos internautas.

Estátua de António Guterres custa 90 mil euros e causa polémica em Vizela
DR

Para além do valor, o PSD de Vizela estranha que a obra tenha sido entregue por ajuste direto à empresa de um ex-autarca socialista. A Artecanter — Indústria Criativa, Lda, é detida por Abílio Martinho Ribeiro e pelo escultor Joaquim Dinis Novais Ribeiro, sendo que este último foi eleito membro da Assembleia Municipal de Guimarães pelo PS, em 2009, tal como divulgou o jornal Público. Segundo foi possível apurar, a empresa em causa fez 15 contratos com a autarquia desde 2011, sendo que 10 foram por ajuste direto.

Numa consulta ao portal dos contratos públicos, fica-se a saber que a Câmara de Vizela fez vários ajustes diretos a vários empresas para a celebração dos 25 anos da elevação a concelho.

A festa custou mais de 260 mil euros, entre painéis led, livros, publicidade e vários espetáculos de música. Só em bandeiras, por exemplo, foram gastos 19.200 euros.

Ao jornal Público, o presidente da Câmara de Vizela, Victor Hugo Salgado, esclareceu que a instalação da estátua está contemplada na intenção de criar um “museu vivo”, a céu aberto, de modo a homenagear “quem mais fez pela autonomia do concelho”.

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“Homenageámos primeiro o povo e depois o MRCV, a Pesada, os jornalistas e agora António Guterres. Queremos reforçar a nossa identidade e valorizar todos os interlocutores”, complementou.

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