O Secretariado Nacional da FENPROF, reunido neste dia 4 de outubro, saúda a forte greve que está a ter lugar nas escolas, traduzindo-se no encerramento de muitos estabelecimentos, e a manifestação de trabalhadores em Lisboa.
É inquestionável a relevância do papel dos trabalhadores não docentes para o cumprimento do direito constitucional à educação de que a Escola Pública é instrumento insubstituível.
É inquestionável, também e infelizmente, a desvalorização de que estes trabalhadores e as funções que cumprem têm sido alvo. Falamos de assistentes operacionais que assumem funções de auxiliares de ação educativa, de assistentes técnicos com funções administrativas, de técnicos superiores, trabalhadores em profissões e com responsabilidades essenciais para o bom funcionamento das escolas, o bem-estar das crianças e dos alunos e a criação das condições para o ensino e aprendizagem.
A falta de profissionais destas áreas é conhecida de todos, mas ignorada por sucessivos governos. A desconsideração pelas profissões que exercem tem sido clamorosa. As baixas remunerações e a vastíssima precariedade laboral são fatores de profunda desvalorização que, também nestas áreas, vêm resultando na fraca atratividade de tais opções profissionais. É urgente corrigir injustiças, valorizar estes trabalhadores e as suas funções e dotar as escolas dos recursos humanos necessários à qualidade da resposta que têm por obrigação constitucional dar.
A FENPROF manifesta solidariedade com a importante luta dos trabalhadores não docentes, saudando também a Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais que convocou a jornada que hoje decorre.