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Governo exonera presidentes da TAP e obriga Alexandra Reis a devolver compensação

O Governo, pela voz do ministro das Finanças, Fernando Medina, e do ministro das Infraestruturas, João Galamba, deu esta tarde uma conferência de imprensa na sequência da divulgação do parecer da Inspeção-geral das Finanças (IGF), que conclui que o acordo celebrado para a saída de Alexandra Reis da TAP é nulo.

Alexandra Reis vai ser obrigada a devolver um total de 450.110,26 euros da compensação que lhe foi paga pela TAP, segundo o relatório da auditoria da IGF. Para a IGF, independentemente de a antiga secretária de Estado do Tesouro ter saído por “denúncia ou demissão por mera conveniência”, esta “terá de devolver à TAP os valores que recebeu na sequência da cessação de funções enquanto Administradora, os quais ascendem a 443.500 euros, a que acrescem, pelo menos, 6.610,26 euros, correspondentes a benefícios em espécie”. No entanto, a IGF salvaguarda que a ex-administradora da TAP “terá direito ao abono dos dias de férias não gozados naquela qualidade”.

Governo exonera presidentes da TAP
DR

Na sequência das conclusões do relatório, o Governo exonerou o presidente do Conselho de Administração e a presidente executiva da TAP, Manuel Beja e Christine Ourmières-Widener, e anunciou que escolheu Luís Silva Rodrigues, que atualmente lidera a Sata, para assumir ambos os cargos.

Christine Ourmières-Widener revelou estar perplexa por ter sido “a única pessoa diretamente envolvida na auditoria que não foi ouvida pessoalmente perante a IGF”. A CEO demitida da TAP acrescentou ainda que vai tirar “em devido tempo, todas as consequências legais” daquele que considera ter sido um “comportamento discriminatório” por parte da IGF.

Fernando Medina considerou que este episódio abalou a confiança que os portugueses tinham na TAP e que, apesar de reconhecer “os méritos da atual administração” na implementação do plano da empresa, a solução passou pela exoneração por justa causa dos presidentes.

“Era essencial recuperar esse laço de confiança entre o país e a empresa. A TAP não é uma empresa qualquer, é uma empresa especial no nosso país, pela sua dimensão e importância económica. Considerámos que era importante marcar este virar de página no sentido de haver uma estabilização”, sublinhou.

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Filipa Minhós
Filipa Minhós
Licenciada em Ciências da Comunicação e Pós-graduada em Direito da Comunicação, conta no seu currículo com a edição de várias revistas de especialidade das áreas do desenvolvimento territorial regional e empresarialidade, e diversas publicações no âmbito do património cultural e imaterial das Beiras.

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