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“Habitação é um direito, não é um privilégio”

Milhares de pessoas saíram às ruas de sete cidades, este sábado, em luta pelo direito à habitação e contra a especulação imobiliária. As maiores manifestações aconteceram em Lisboa e Porto.

Em Lisboa, a marcha terminou na Praça Martim Moniz com conflitos com a polícia que deteve duas jovens, uma portuguesa, outra italiana. O motivo terá sido por as jovens estarem a pintar paredes com alusões à luta pela habitação. Os agentes da PSP carregaram sobre alguns manifestantes que, em reação, vandalizaram as motorizadas policiais.
Viveram-se momentos de tensão na praça do Martim Moniz.

No Porto, a marcha decorreu sem incidentes, mas com muita revolta, expressa em palavras de ordem e discursos no final do protesto.

DR

“Habitação é um direito, não um privilégio”, ou “Nem gente sem casas, nem casas sem gente”, foram algumas das frases que se ouviram ou que estavam escritas nos cartazes e faixas.

A marcha passou pela frente da Câmara Municipal do Porto, onde se ouviu o cântico de protesto: “Rui Moreira presta atenção, a tua casa vai virar ocupação”.

Durante os discursos dos representantes de vários movimentos que promoveram a manifestação, Helena Campos, resumiu as razões da luta pela habitação.
“Hoje saímos à rua para enfrentar uma minoria que enriquece à custa da exploração de quem precisa de um teto. Estamos aqui em luta contra a especulação imobiliária. Lutamos pelo direito à habitação digna e que possamos pagar sem ter que passar fome”.

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As manifestações em sete cidades portuguesas contaram com a participação de muitos jovens que não conseguem nem comprar nem alugar uma casa. Se, por um lado, o financiamento bancário é inacessível, o aluguer também se tornou impossível.

As rendas aumentaram 40 por cento nos últimos cinco anos.

 

 

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Manuela Teixeira
Manuela Teixeira
Jornalista Durante 35 anos com experiência em rádio, imprensa escrita e web jornalismo. trabalhou no jornal, Público, rádio TSF, Expresso, 24 Horas e Correio da Manhã, entre outros OCS.Como repórter foi correspondente à guerra na Bósnia, Kosovo e Timor. Só faz jornalismo com verdade, rigor e isenção. "Se não for assim, não é jornalismo!”

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