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Jovens trabalhadores são agora quem mais recorre ao Banco Alimentar Contra a Fome

A campanha do Banco Alimentar Contra a Fome, recolheu este fim de semana mais de 920 mil toneladas de alimentos, para responder às necessidades de cerca de 40 mil pessoas. Um balanco provisório feito ao final da tarde de domingo feito pela presidente Isabel Jonet que também revelou que os pedidos de alimentos duplicaram em também relação ao mesmo período do ano passado. 

 

Os pedidos de ajuda alimentar e bens essenciais estão a aumentar entre os jovens e famílias trabalhadoras, enquanto que diminuíram entre os reformados. De acordo Isabel Jonet, os pedidos de ajuda vêm na maioria de pessoas de nacionalidade portuguesa (63%), registando-se 27% de pedidos feitos por cidadãos brasileiros.

Aumentos das casas aperta orçamentos familiares

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Na leitura dos números, a presidente do Banco Alimenta (BA), Isabel Jonet entende que os pedidos de jovens trabalhadores deve-se ao ‘aumento das rendas e das taxas de juro nos créditos para habitação, bem como no aumento generalizado do custo de vida”, sendo que esta faixa da população tem muito menos apoios sociais. Já em relação aos reformados e pensionistas, a diminuição dos pedidos de ajuda alimentar  “terá em conta os aumentos das reformas”. Quando ao perfil dos que recorrem ao BA, continuam a ser as mulheres com filhos menores que mais procuram as instituições onde podem pedir cabazes alimentares. E são cerca de 2600 instituições que em todo o país para onde o BA distribui o que é recolhido nas campanhas, bem como o que alguma empresas oferecem diretamente. 
Arroz, leite, enlatados, açúcar, óleo, azeite, farinha e massas, são os produtos mais pedidos, mais doados mas também que estão sempre em falta nos armazéns do Banco Alimentar. Produtos alimentares essenciais que alimentam mais 40 mil pessoas em todo o país e ilhas.


Marcelo deu uma ajuda na logística de recolha

O Presidente da República visitou, no sábado os armazéns de recolha do Banco Alimentar e até ajudou na logística de separação dos produtos. Marcelo Rebelo de Sousa salientou que ” os portugueses fazem o esforço que estão a fazer em relação aos bancos alimentares”.
Sobre o empobrecimento dos portugueses, Marcelo fez um balanço social:  “Houve problemas sociais que se encadearam, primeiro os resultantes da pandemia da covid-19, aos quais se somaram os que resultam da atual elevação de preços brutal, nomeadamente de bens alimentares e com as prestações da habitação a aumentarem para o dobro. E as pessoas não esticam os salários, apesar das ajudas sociais”.

A campanha presencial com voluntários nos super e hipermercados terminou, mas até 14 de maio continua aberta através de vales nos espaços comerciais ou com donativos online para o Banco Alimentar no www.alimentestaideia.pt.

  • Fotos: RTP
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Manuela Teixeira
Manuela Teixeira
Jornalista Durante 35 anos com experiência em rádio, imprensa escrita e web jornalismo. trabalhou no jornal, Público, rádio TSF, Expresso, 24 Horas e Correio da Manhã, entre outros OCS. Como repórter foi correspondente à guerra na Bósnia, Kosovo e Timor. Só faz jornalismo com verdade, rigor e isenção. "Se não for assim, não é jornalismo!”

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