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Mais operacionais no combate a incêndios rurais, mas com menos meios aéreos

O Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais terrestre contará com 14.155 elementos e 3.173 viaturas durante o período de maior empenhamento de meios. Serão menos dois meios aéreos que não vão estar este ano disponíveis no DECIR são dois “Canadair”, alegadamente porque não há no mercado aviões “Canadair”, daí as dificuldades para os alugar.

Os operacionais envolvidos no combate aos incêndios rurais vão aumentar ligeiramente este ano, estando previstos para os meses considerados mais críticos 14.155 elementos, mas o dispositivo vai contar com menos dois meios aéreos, segundo uma diretiva agora aprovada.

A diretiva operacional nacional (DON), que estabelece o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR), foi esta terça-feira aprovada na Comissão Nacional de Proteção Civil, cuja reunião foi presidida pela secretária de Estado da Proteção Civil, Paulo Simões Ribeiro, e teve lugar na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), em Carnaxide.

Segundo dados a que Lusa teve acesso, o dispositivo terrestre contará com 14.155 elementos e 3.173 viaturas durante o período de maior empenhamento de meios, entre 01 de julho e 30 de setembro, denominado `nível Delta`

Em 2023, o número de operacionais envolvidos no combate aos incêndios entre julho e setembro cifrou-se nos 13.891 operacionais, o que significa que este ano há mais 264 elementos para o combate aos fogos.

O mesmo acontece com as viaturas disponíveis, que aumentam em 183, passando dos 2.990 veículos para os 3.173. A época considerada mais crítica em incêndios rurais vai contar este ano com 70 meios aéreos, menos dois do que em 2023.

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Os meios aéreos que não vão estar este ano disponíveis no DECIR são dois aviões `Canadair`. Fonte dos bombeiros afiança que não há no mercado aviões `Canadair`, daí as dificuldades para os alugar.

Segundo a ANEPC, a DON é o documento que, anualmente, define os meios e estabelece a arquitetura da estrutura de direção, comando e controlo do Sistema Integrado das Operações de Proteção e Socorro, além de estabelecer a forma como é assegurada a coordenação institucional, a regulação, a articulação e otimização das forças e organismos que integram o sistema.

Apresentação oficial em Ourém

O DECIR 2024 será apresentado numa sessão pública agendada também para esta terça-feira em Ourém, no distrito de Santarém, numa cerimónia presidida pela ministra da Administração Interna, Margarida Blasco.

A aprovação e apresentação do DECIR acontecem este ano quase em simultâneo com o primeiro reforço de meios de combate aos incêndios, que terá lugar na quarta-feira.

Numa nota divulgada nas redes sociais, a Proteção Civil refere que na reunião de hoje foi também aprovada a Diretiva Integrada de Deteção e Vigilância de Incêndios Rurais (DIVDIR) para este ano, que estabelece mecanismos de coordenação entre as entidades do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais e outras instituições envolvidas nas operações de vigilância e deteção de incêndios rurais, de forma a garantir a otimização do emprego operacional dos sistemas de vigilância móvel, video-vigilância florestal, de vigilância aérea e da Rede Nacional de Postos de Vigia.

A Comissão Nacional de Proteção Civil aprovou ainda o regulamento de funcionamento dos Centros de Coordenação Operacional Nacional, Regional e Sub-regional, nos termos do Sistema Integrado de Operações de Proteção e Socorro.

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