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“Melancólico Estrangeirismo”

Em muitas situações do quotidiano são utilizadas em português palavras provenientes de outras línguas, como é o caso de aftershave, picnic ou ghetto. Estas palavras, a que se chama estrangeirismos, têm este nome por serem provenientes de outras línguas e serem escritas de acordo com a ortografia da sua língua de origem, em desacordo, num ou em vários aspetos, com a grafia, a morfologia ou a relação entre grafia e pronúncia do português.

Os estrangeirismos são geralmente introduzidos na língua ao mesmo tempo que um conceito novo (por exemplo, bungee-jumping) ou pertencente a outra cultura (como é o caso de reggae) chega a um país de língua portuguesa. Se o uso for suficientemente frequente e duradouro, é comum o aparecimento de um termo ou expressão equivalente (como rato, “dispositivo informático”, para mouse), ou a adaptação à escrita e à pronúncia do português – como aconteceu, entre muitos outros casos, com líder e futebol.

estrangeirismos
DR

Muitas vezes, o uso de estrangeirismos é aparentemente desnecessário, dada a existência prévia de palavras equivalentes em português, como parece suceder com ranking (equivalente a classificação). A adoção de palavras estrangeiras sucede frequentemente através do vocabulário de um domínio de especialidade ou de um grupo social específico.

Com o tempo, alguns estrangeirismos passam a ter uma alternativa em português, quer seja esta um equivalente (decalque semântico), como no caso de correio eletrónico para e-mail, quer seja um aportuguesamento (ou seja, uma forma adaptada a nível ortográfico, ou morfológico, ou mesmo semântico), como é o caso de suflé, proveniente do francês soufflé.

Com esta breve explicação espero que, neste contexto, um evento que vai dar por nome “Portugal Cheese Festival” – é mesmo uma parolice e desnecessária -, com tamanha expectativa de afluência de estrangeiros em língua universal “inglês”, o certame vai com certeza contemplar um posto de tradução para dar apoio com a respectiva tradução de português para inglês aos feirantes do afamado Queijo de Alcains, transformado em Alcains Cheese!

Neste “comboio do edil camarário albicastrense”, percebemos a sua vontade de estar no além fronteiras, bastou uma ida de fim de semana à feira da vizinha Espanha e trouxeram ideias espampanantes para pôr em prática – não terem a ideia de pôr em Espanhol o nome da feira do Queijo de Alcains, nem sei como. No entretanto com mais uma viagem ao Brasil, onde se fala em Português, aqui viram ao transitarem pelo aeroporto que a língua global mais falada é o Inglês. Estes viajantes até devem estar já a receber aulas de inglês falado – o certame deve constar com hospedeiras para dar apoio aos estrangeiros, estes vindos em “paletes” de autocarros de toda a Europa e do mundo, ao “Portugal Cheese Festival” em Alcains!

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Em Portugal, e em particular na nossa Beira Baixa, com a riqueza da cultura popular e artesã e a nossa língua de Camões – é preciso vir o “Edil com formação em História” para a enterrar e descaracterizar com um “Melancólico Estrangeirismo” este certame (Feira do Queijo de Alcains) para “Portugal Cheese Festival”… não há pachorra para aturar esta falta de respeito pelas nossas gentes, cultura e costumes!

O Edil camarário pode e deve abrir concurso para guias turísticos formados em várias línguas, não esquecer de abrir também aulas para o resto da população, para assim poder falar em bom inglês com as “paletes de visitantes”, pessoas vindas de outros países desenvolvidos para verem o desmazelo que está a zona histórica de Castelo Branco, como “medina marroquina” se trate, em ruínas e em perfeito desmazelo para quem ainda lá vive!

No panorama nacional:

Afinal todos sabiam dos assédios sexuais no CES pelo professor ‘Estrela”, Boaventura Sousa Santos. Ou quase todos. Com as denúncias a aumentar desde terça-feira passada, dia 11 de abril, quando o caso veio a público, a direcção do Centro de Estudos Sociais e a presidência do Conselho Científico da Universidade de Coimbra tomaram a decisão inevitável.

Foi aprovada uma proposta de lei que prevê a criação de um Tribunal Central Administrativo e Fiscal na zona Centro, em Castelo Branco, que estará em funcionamento o mais rapidamente possível, adiantou a ministra da Justiça, Catarina Sarmento e Castro, na conferência de imprensa no final do Conselho de Ministros da passada quinta-feira.

O coordenador dos deputados do PS na comissão de inquérito à TAP, Carlos Pereira, anunciou que vai deixar todas as suas funções na comissão parlamentar de inquérito após uma notícia de alegado favorecimento. Carlos Pereira negou, esta sexta-feira, que “é falso” que a Caixa Geral de Depósitos (CGD) tenha concedido um “perdão de dívida” e que tenha havido algum tipo de “favorecimento”.

O Tribunal decidiu. Manuel Pinho, que vai responder por quatro crimes, incluindo corrupção, a mulher e Ricardo Salgado, o antigo presidente do BES, vão a julgamento do caso EDP. O anúncio foi feito pela juíza Gabriela Assunção na decisão instrutória do processo.

Com estas sínteses de notícias nacionais fecho a crónica, com o mesmo desprezo pelo “Melancólico Estrangeirismo”!

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Fernando Jesus Pires
Fernando Jesus Pireshttps://oregioes.pt/fotojornalista-fernando-pires-jesus/
Jornalista há 35 anos, trabalhou como enviado especial em Macau, República Popular da China, Tailândia, Taiwan, Hong Kong, Coréia do Sul e Paralelo 38, Espanha, Andorra, França, Marrocos, Argélia, Sahara e Mauritânia.

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