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PJ deteve traficante da droga Ayahuasca, um chá alucinógeno usado em rituais religiosos

A Polícia Judiciária deteve um homem de 72 anos, brasileiro, na posse de cinco litros de um estupefaciente alucinógeno usado em práticas religiosas que provocam o estado de “ser possuído” . A detenção aconteceu no aeroporto de Lisboa na chegada de um voo proveniente da América do Sul.

A droga, conhecida como “Ayahuasca”, que na sua composição integra DMT – N,N-DIMETILTRIPTAMINA, foi transportada na respetiva bagagem, desde um país da América do Sul para Lisboa.

A “Ayhuasca” é produzida a partir de plantas amazónicas e o seu consumo em firma de chá, encontra-se associado a práticas religiosas, possuindo potencial alucinogénio capaz de provocar alterações na consciência por períodos prolongados.

Nas religiões tradicionais do Brasil e do Peru é usada por entre curandeiros “mestizos” da região andina. Acreditam que a ayahuasca é capaz de desintoxicar e reativar órgãos danificados e propiciar melhoras em quadros de dependência química, por exemplo. O Mestre Irineu, fundador do primeiro grupo neo-ayahuasqueiro, o Centro de Iluminação Cristã Luz Universal – Alto Santo, dizia que o seu daime podia curar todas as doenças, exceto aquelas que vieram por sentença divina. É também usada em rituais da religião Umbanda.

Apesar de originalmente usada por xamãs amazónicos em cerimónias e por curandeiros populares para uma variedade de queixas psicossomáticas, o interesse científico e popular pela Ayahuasca tem vindo a incrementar nas últimas décadas.

Mas sendo um alucinógeno, é também usado por toxicodependentes.

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Ayahuasca
DR

A detenção ocorreu no âmbito de atuações que têm em vista a prevenção e repressão da introdução de produtos estupefacientes e substâncias psicotrópicas em território nacional.

O arguido já foi presente a primeiro interrogatório judicial de arguido detido perante a autoridade judiciária competente para aplicação de medidas de coação, tendo-lhe sido aplicada medida de coação não privativa da liberdade.

Há suspeitas do detido poder estar ligado a uma rede internacional de tráfico deste produto. A investigação continua.

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