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Ponte Luís I, que liga Porto e Gaia, reabre com polémica

Surpresa na reabertura ao trânsito. Para além dos peões, o tabuleiro inferior da ponte D. Luís I é, a partir de agora, apenas utilizado por veículos de emergência, transportes públicos, táxis, e velocípedes. Sem pré-aviso, a passagem fica interdita a automóveis, a transportes turísticos e aos TVDE.

Ponte Luís I, que liga Porto e Gaia, reabre com polémica
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Pelas 10 horas desta sexta-feira chuvosa no Porto, o tabuleiro da Ponte D. Luís I reabriu ao trânsito, após mais de um ano em obras de reabilitação. E logo se gerou a confusão com os automobilistas a protestar. É que os carros estão agora proibidos de fazer a travessia, mas nunca tal foi antes revelado. Daí que, com o anúncio da reabertura do tabuleiro inferior – ligação directa das zonas ribeirinhas do Porto e Gaia -, os condutores que habitualmente usavam esta passagem sobre o rio Douro, foram rumo aquele trajecto até esbarrarem com o sinal proibido e a polícia presente para reforçar a interdição.

Polémica instalada, as opiniões contra e favor dominaram a tão esperada reabertura da ponte. Automobilistas residentes na zona estavam obviamente contra porque facilita-lhes a mobilidade aos centro das duas cidades. Taxistas satisfeitos pelo privilégio de poderem circular no tabuleiro inferior.

Já os condutores de automóveis ligeiros de transporte individual de passageiros ligados a plataformas electrónicas (TVDE) reclamam e dizem que são discriminados em relação aos táxis. Os operadores turísticos de autocarros estão furiosos, enquanto que os peões e usurários de bicicletas que têm travessia aberta, aplaudem a seleção.

Opiniões que não são sequer generalizadas por setores, porque muitos aceitaram as tardias explicações da Câmara do Porto.

O comunicado da autarquia foi emitido esta sexta-feira e em cima da polémica. Para além da reparação das anomalias e reabilitação de diversas degradações, no final da obra, os técnicos das Infraestruturas de Portugal entenderam que o tabuleiro inferior da ponte deveria ter “uma capacidade resistente compatível com as sobrecargas rodoviárias atuais, pelo que a construção de um novo tabuleiro, permite eliminar a limitação de circulação de veículos com peso bruto superior a 30 toneladas, passando a ser admissível a circulação de veículos com peso bruto inferior a 60 toneladas, situação que implicou o reforço estrutural do banzo superior e das diagonais que compõem as longarinas, assim como o aumento da rigidez do tabuleiro, com a construção de uma laje em betão armado, em substituição da laje existente”.

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De acordo com o comunicado, a intervenção no tabuleiro inferior teve ainda em vista a “redução das vibrações induzidas pela passagem de grandes grupos de peões durante eventos festivos ou desportivos, controlando-se as vibrações horizontais à custa do aumento da rigidez e aumento da massa do tabuleiro”.

A Ponte D. Luís I é uma ponte em estrutura metálica com dois tabuleiros, construída entre os anos 1881 e 1886. Embora nunca tenha dado sinais de perigo, depois do tabuleiro superior ter sido adaptado para exclusiva circulação do Metro, o tabuleiro inferior passou a ser sobrecarregado pelo trânsito automóvel.

As alternativas mais próximas para atravessar o rio Douro, entre Porto e Gaia, são a Ponte do Infante, mais a sul a Ponte da Arrábida, e a norte a Ponte do Freixo. A ponte D. Mariana é só para circulação ferroviária.

Em projeto aprovado está a sexta ponte sobre o Douro, cujo nome está em votação pública. O presidente da Câmara do Porto, confessou esta semana que Ponte Sofia é a sua escolha pessoal, em homenagem à poetisa e escritora Sophia de Mello Breyner, que nasceu a 6 de novembro de 1919 no Porto, e onde viveu a infância. Sophia sempre manteve uma ligação muito emocional à cidade do Porto onde, já adulta e depois de ter estudado e vivido em Lisboa, regressou ao Porto em outras fases da sua vida.

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Manuela Teixeira
Manuela Teixeira
Jornalista Durante 35 anos com experiência em rádio, imprensa escrita e web jornalismo. trabalhou no jornal, Público, rádio TSF, Expresso, 24 Horas e Correio da Manhã, entre outros OCS. Como repórter foi correspondente à guerra na Bósnia, Kosovo e Timor. Só faz jornalismo com verdade, rigor e isenção. "Se não for assim, não é jornalismo!”

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