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Propostas de localização do novo aeroporto de Lisboa são conhecidas hoje

Das 17 opções para a localização do novo aeroporto só algumas seguirão em frente. Hoje saberemos quais, sendo que o objetivo é apresentar uma solução até ao final do ano.

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A comissão técnica independente que está a estudar a expansão da capacidade aeroportuária de Lisboa anuncia esta quinta-feira a lista final de localizações possíveis, com o objetivo de apresentar uma solução até ao final do ano. Às cinco opções e três localizações apontadas inicialmente pelo Governo para expandir a capacidade aeroportuária em Lisboa foram acrescentadas mais 12 propostas, passando a ser 17 no total, situadas em 15 localizações.

A lista apresentada hoje vai considerar apenas cerca de uma dezena de opções e deverá ser conhecida durante a tarde.

Na lista que passa à fase seguinte, deverão estar incluídas pelo menos as cinco opções e três localizações apontadas inicialmente pelo Governo, em Conselho de Ministros — Portela + Montijo, Montijo + Portela, Campo de Tiro de Alcochete, Portela + Santarém e Santarém.

Rosário Macário, que ficou responsável pela coordenação da área de planificação aeroportuária, adiantou no final de janeiro que Beja e Alverca tinham entrado para a lista de possíveis localizações e que a comissão estava ainda aberta à receção de mais propostas.

Nos últimos dias, têm sido noticiadas também as hipóteses de Monte Real (Leiria) e Alcochete + Portela. As conclusões da CTI serão conhecidas até novembro, passando-se depois para a fase de discussões públicas.

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Desde dezembro, o Governo já gastou mais de 2 milhões de euros em estudos sobre o novo aeroporto.

A apresentação da lista final vai ser feita na primeira conferência da Comissão Técnica Independente (CTI), sobre os resultados das atividades desenvolvidas na primeira fase da Avaliação Ambiental Estratégica sobre o aumento da capacidade aeroportuária para a região de Lisboa.

Criada no final do ano passado, a CTI, instalada no Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), em Lisboa, tem como coordenadora-geral a professora Rosário Macário e conta com uma equipa de seis coordenadores técnicos.

O bastonário da Ordem dos Engenheiros está contra soluções duais ou que fiquem a mais de cem quilómetros de distância da região de Lisboa. Fernando Almeida Santos defende que o novo aeroporto será mais competitivo quanto mais próximo estiver da capital, e, por isso, há opções que não fazem sentido.

“A Ordem dos Engenheiros não defende soluções duais, entendemos que deve ser uma solução estruturante, de raiz e definitiva para o país que permita o fluxo de ligação entre a Europa, América e África. Tendo nós um país com pouco mais de 90 mil quilómetros quadrados, com uma capital em Lisboa, num país relativamente pequeno em território, estar a afastar um aeroporto da principal cidade que usufruirá desse aeroporto também nos merece alguns comentários, porque certamente que temos algum mercado interno. Temos que ter algum cuidado na forma como optamos pelas localizações”, explicou à TSF Fernando Almeida Santos.

 

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