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Remuneração baixa é dos fatores que mais afasta médicos do SNS

Das quase mil vagas abertas pelo Governo para médicos de família, pouco mais de 300 foram preenchidas, o que significa que quase 70% ficaram por ocupar. Um médico de família, em Portugal, cuida de dois mil utentes e um milhão e 700 mil pessoas não dispõem do serviço.

Remuneração baixa é dos fatores que mais afasta médicos do SNS
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O problema da ausência de médicos de família para quase dois milhões de portugueses reside na falta de incentivos que leva os profissionais a descartarem o Serviço Nacional de Saúde. Há vários anos que o Governo promete resolver o problema, mas a realidade é cada vez pior.

O Norte destaca-se pela positiva nos cuidados de saúde primários. Desde logo quando chega a altura de preencher as vagas da especialidade, sendo que a região ocupa quase todas. Já Lisboa e Vale do Tejo fica com a maior percentagem de lugares vazios.

Segundo Nuno Jacinto, da Associação Portuguesa de Medicina Geral e Familiar, “a região Norte tem uma maior capacidade de formar internos, também porque tem mais USD modelo B e porque tem uma cobertura maior”.

O modelo de funcionamento das unidades de saúde familiar modelo B permite, no fundo, ganhar mais ao final do mês.

“Se cumprirem os objetivos, toda a equipa, não é só os médicos, é compensada”, referiu Joana Bordalo e Sá da FNAM.

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Das quase 980 vagas disponíveis no recente concurso de há um mês, 313 foram preenchidas.

Quem ficou colocado tem três meses para dizer se aceita. A remuneração é dos fatores que mais afasta os profissionais do SNS, mas não é único. Para os médicos, falta a existência de uma “verdadeira carreira médica e flexibilidade de horários”.

Em Portugal, cada médico de família tem em média dois mil utentes.

O centro de Saúde de Algueirão-Mem Martins é um dos muitos afetados pela falta de médicos de família. Os utentes queixam-se de dificuldade e de desorganização na marcação de consultas.

Em Algueirão-Mem Martins foram abertas 12 vagas para médicos de família só uma foi preenchida.

Outro exemplo do caos provocado pela falta de médicos é o de São Pedro do Sul, no distrito de Viseu, em que, esta manhã, a urgência simplesmente fechou por falta de médicos.

Os utentes dos quatro concelhos só são informados quando chegam ao local. A urgência de Viseu é a única solução e já mostra sinais de estar sobrecarregada.

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