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Semana em defesa dos direitos das mulheres portuguesas

Este ano, o Dia Internacional da Mulher, assinala-se durante uma semana. Começou com uma ação no passado domingo, no Porto, e culmina no dia 10 de março, nos Restauradores, em Lisboa. É uma organização do Movimento Democrático das Mulheres sob o lema ‘mil razões para lutar!’.
Pelo meio comemora-se o Dia Internacional da Mulher, a 8 de Março, com diversas manifestações por todo o país, umas mais solidárias que outras. Há empresas que oferecem flores às trabalhadoras e algumas até promovem uma folga.
Mas há ainda muitas desigualdades entre homens e mulheres para resolver em Portugal e no Mundo.

8 de março, dia internacional da Mulher
ORegiões

A violência doméstica é um dos eternos problemas das mulheres portuguesas.
Em 2022, registaram-se mais de 30 mil ocorrências policiais no país, a maior dos últimos quatro anos.

8 de março, dia internacional da Mulher
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No ano passado foram assassinadas 24 mulheres e quatro crianças em contexto de violência doméstica. 2019 e 2020, anos de total pandemia, foram piores e também registaram 11 homicídios de homens.

 

Semana em defesa dos direitos das mulheres portuguesas
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Este ano, as mulheres têm ainda outra luta: protestam contra o aumento do custo de vida, uma vez que geralmente são elas quem gerem os orçamentos familiares, sobretudo em matéria de alimentação.

8 de março, dia internacional da Mulher
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O desemprego e a crise na habitação juntam-se, este ano, às ‘mil razões para lutar’, o lema que o Movimento Democrático das Mulheres adoptou para esta semana internacional da defesa dos direitos das mulheres portuguesas.

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A origem do 8 de Março

O Dia Internacional da Mulher nasceu como uma homenagem a mais de uma centena de operárias que morreram num incêndio na fábrica onde trabalhavam.
Em 25 de março de 1911, o incêndio na fábrica de roupas Triangle Shirtwais, em NovaYork, revelou as más condições de trabalho das mulheres e transformou-se num marco da luta por direitos laborais. O incidente, o mais mortal acidente industrial de Nova York, matou 146 pessoas: 23 homens e 123 mulheres.
Quem estava no edifício não consegui fugir do fogo, porque as saídas estavam trancadas. A prática de fechar as portas das fábricas, para impedir a saída para pausas durante seu turno, era uma das ações arbitrárias exercidas sobre as trabalhadoras. As outras saídas também estavam trancadas porque os operários que trabalhavam no prédio eram obrigados a passar por revista ao deixar o local.
A tragédia chocou o mundo. As notícias revelaram as péssimas condições de trabalho das vítimas. Cargas horárias extenuantes, que podiam chegar a 16 horas diárias, salários muito baixos e locais insalubres foram alguns dos factos provados da dura realidade vivida pelas operárias.

 

8 de março, dia internacional da Mulher
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A partir desta tragédia, organizaram-se movimentos de defesa dos direitos das mulheres em toda a sua existência, atividade e estatuto social. Após demasiadas lutas e demasiados anos de resistência as desigualdades, os movimentos feministas ganharam a batalha e iniciaram um ainda longo percurso pelos direitos laborais, humanos e de igualdade.

8 de março, dia internacional da Mulher
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Em 1977, as Nações Unidas oficializaram o 8 de março como o Dia Internacional pelos Direitos da Mulher e da Paz Internacional. Ficou mais conhecido pelo Dia Internacional da Mulher e ainda hoje se comemora em todos os países democráticos. Em Nações onde as mulheres conquistaram ainda poucos direitos, as manifestações são geralmente promovidas por ativistas internacionais.

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Manuela Teixeira
Manuela Teixeira
Jornalista Durante 35 anos com experiência em rádio, imprensa escrita e web jornalismo. trabalhou no jornal, Público, rádio TSF, Expresso, 24 Horas e Correio da Manhã, entre outros OCS. Como repórter foi correspondente à guerra na Bósnia, Kosovo e Timor. Só faz jornalismo com verdade, rigor e isenção. "Se não for assim, não é jornalismo!”

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