Domingo,Maio 26, 2024
26.7 C
Castelo Branco

- Publicidade -

Semana Vermelha

 

Foto DR

Por estes dias está a decorrer, em Portugal e um pouco por todo o mundo onde a Fundação AIS está presente, uma semana, chamada de Semana Vermelha, em que se procura sensibilizar as pessoas para o drama real, cruel e cada vez mais extenso da perseguição aos cristãos.
Esta é uma realidade que não parece fazer parte da agenda mais mediatizada no mundo, mas é uma realidade incontornável. Os cristãos são a comunidade religiosa mais perseguida e oprimida.
Nesta semana, que é de denúncia e de mobilização, a Fundação AIS vai divulgar um relatório, produzido a nível internacional, em que se analisa a situação em 24 países, onde a instituição encontrou provas de graves violações à liberdade religiosa.
E o que o relatório mostra é terrível. Devia-nos envergonhar a todos. Devia envergonhar a humanidade. Sacerdotes são mortos, fiéis são raptados, mulheres cristãs são violadas e forçadas a negar a sua fé, igrejas são profanadas e comunidades forçadas a fugir. E tudo isto normalmente sob o silêncio cúmplice dos jornais, rádios e televisões, dos dirigentes políticos, dos partidos e organizações internacionais.
O sofrimento dos cristãos parece deixar meio mundo indiferente e isso merece também a nossa reflexão.
Que diz mais este relatório? Que, em 75% dos países analisados, os fiéis sofreram um aumento da opressão ou perseguição nos últimos dois anos. Isso significa que em África, a situação dos Cristãos piorou, havendo provas chocantes de um forte aumento da violência genocida por parte de grupos jihadistas e de outros militantes terroristas.
Cabo Delgado, em Moçambique, é exemplo disso, mas também na Nigéria, na Etiópia, há sinais de uma violência absurda sobre os cristãos. No Médio Oriente o relatório alerta para a extinção da presença cristã, e na Ásia fala em opressão desmedida em países como a China, Coreia do Norte, Afeganistão, Índia ou Paquistão, para dar alguns exemplos.
Podemos não fazer nada face a esta realidade. Podemos encolher os ombros, assobiar para o ar, podemos fingir que não sabemos de nada, mas é preciso que tenhamos consciência de que há milhões de pessoas que pedem, que imploram pela nossa ajuda e não temos o direito de ignorar os seus gritos. O nosso silêncio será sempre incompreensível e será também criminoso. Tão criminoso como os terroristas que violam, matam e perseguem os cristãos.

Paulo Aido

- Publicidade -
Paulo Aido
Paulo Aido
Jornalista da imprensa escrita, Web e rádio.

Destaques

- Publicidade -

Artigos do autor

Massacre em Cabo Delgado

Até ao último dia