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“Sou um bode expiatório numa batalha política”

Christine Ourmières-Widener, ainda presidente executiva da TAP, – mas que foi despedida com justa causa por estar envolvida no acordo da indemnização de 500 mil euros para Alexandra Reis – foi à comissão parlamentar de inquérito afirmar que não teve qualquer decisão sobre o valor do acordo com Alexandra Reis.

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“Sou um bode expiatório numa batalha política”, disse Christine Ourmières-Widener. A CEO da TAP assumiu ter coordenado vários contatos sobre o acordo de rescisão da executiva Alexandra Reis, mas que não tomou qualquer decisão. 

“O único contato que fiz sobre os termos do acordo foi com o secretário de Estado das Infraestruturas, Hugo Mendes”. Salientou não saber que “havia risco jurídico”. 

Sobre os motivos do acordo de rescisão por mútuo acordo com Alexandra Reis, disse que a executiva “não tinha o perfil estratégico para as funções”. 

Na sua intervenção inicial, Christine Widener argumentou também que o seu despedimento por justa causa foi “ilegal e sem qualquer respeito  pelo seu trabalho e currículo”. 

“Fui demitida pelos ministro na televisão”, salientou. 

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Quem está a mentir?

Christine Widener, afirmou várias vezes que o administrador financeiro da TAP, Gonçalo Pires, esteve também envolvido nestes contatos sobre os termos do acordo de rescisão e indemnização de Alexandra Reis, o que desmente as declarações do próprio na comissão parlamentar.
 
No passado dia 30 de março, o administrador financeiro da TAP garantiu que não teve envolvimento em nenhuma das fases de negociação que levaram à saída de Alexandra Reis da TAP.

 “Não tive conhecimento dos termos concretos da celebração desse acordo, não participei, não estive nas conversas com os advogados, não tive qualquer envolvimento com os valores, não negociei e não elaborei”, afirmou Gonçalo Pires.

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19.04.2024