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Urgências pediátricas fecham à noite e fins de semana

Os Hospitais do Barreiro e de Loures vão encerrar as urgências pediátricas à noite e aos fins-de-semana, a partir de 1 de março.

Só o hospital do Barreiro-Montijo serve uma vasta população de cerca de 300 mil pessoas. Por isso, a Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Barreiro marcou uma vigília de protesto para dia 3 de março, frente à unidade hospitalar.

urgências pediátricas
Foto DR

Com estas duas urgências pediátricas encerradas à noite e fins de semana, os hospitais de Lisboa, que já estão no limite e com tempos de espera para além do aceitável, vão sofrer ainda mais pressão.

Tudo porque faltam médicos pediatras no Serviço Nacional de Saúde, uma situação que se arrasta há muitos meses. Mas faltam também enfermeiros especialistas em pediatria, o que também causa constrangimentos nos serviços.

No Hospital de Évora, a equipa de enfermagem do Serviço de Urgência Pediátrica do hospital de Évora pediu escusa de responsabilidade, por considerar que faltam profissionais para uma prestação de cuidados com qualidade e segurança,

A Norte, as mães de Bragança querem que seja criada uma urgência pediátrica no hospital da cidade, pertencente à Unidade Local de Saúde do Nordeste. Uma petição pública, que circulou nas redes sociais, já recolheu mais de 2600 assinaturas para conseguir levar o documento à Assembleia da República e ser discutido na Comissão de Especialidade. No hospital de Bragança não há urgência pediátrica e a mais próxima é no Hospital de Vila Real, a mais de 100 Km de distância. Mas, quando as crianças chegam à urgência são atendidas por um médico de clínica geral e não por um pediatra, como os pais pedem. Só quando este entende é que é então chamado um pediatra.

Emergências pediátricas
Foto DR
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Manuela Teixeira
Manuela Teixeira
Jornalista Durante 35 anos com experiência em rádio, imprensa escrita e web jornalismo. trabalhou no jornal, Público, rádio TSF, Expresso, 24 Horas e Correio da Manhã, entre outros OCS. Como repórter foi correspondente à guerra na Bósnia, Kosovo e Timor. Só faz jornalismo com verdade, rigor e isenção. "Se não for assim, não é jornalismo!”

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