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Vieram para Idanha atrás do sonho e encontraram um pesadelo, a Autarquia não assume responsabilidades

Um casal residente em Rosmaninhal, concelho de Idanha-a-Nova, está a viver um verdadeiro pesadelo, uma vez que a sua casa de morada da família não oferece condições de habitabilidade nem segurança

Vieram para Idanha atrás do sonho e encontraram um pesadelo, a Autarquia não assume responsabilidades
Foto: O Regiões

A história remonta ao ano de 2019, altura em que uma casa abandonada e em ruína, paredes meias com a deste jovem casal, começou a ameaçar a segurança e a saúde pública. Dada a revelia e absentismo dos proprietários da casa em ruína, e depois das queixas do casal, o imóvel devoluto foi objeto de posse administrativa por parte do Município de Idanha-a-Nova.

Entretanto, começara o pesadelo desta família, uma vez que, tendo desabado o telhado, e tendo sido removida a fachada da edificação, toda a água das chuvas começou a escorrer para a habitação do casal.

Depois de diferentes diligências, que se prolongaram ao longo de mais de 3 anos, e em completo desespero, o casal conseguiu levar a autarquia a remover o entulho da ruína e requalificar a parede contígua à da sua casa.

Porém, mesmo com a remoção do entulho e com a requalificação do espaço deixado vazio pela demolição completa da antiga construção, as infiltrações não pararam, com os consequentes efeitos para a saúde e para o dia-a-dia desta família.

Finalmente, no final do ano de 2023, a autarquia decidiu acionar o seguro de responsabilidade civil e teve lugar uma vistoria, levada a cabo por um perito da companhia de seguros em causa.

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Passados mais de quatro meses sobre a vistoria, ainda não foi conhecido o relatório do perito, e agravam-se as condições de habitabilidade na casa desta família, em virtude das infiltrações, da humidade e do mofo acumulado.

«Estamos a viver um verdadeiro pesadelo», afirma Carlos Armando. Não desejo isto a ninguém. É água por todo o lado, até chega a haver água nos cabos elétricos, nas lâmpadas e nos eletrodomésticos. Não sei qual será o dia em que morremos eletrocutados», desabafa.

Desconsolado com a situação, afetado no seu sistema nervoso, Carlos Armando procura, sempre que pode, sensibilizar quer o Presidente da Junta de Freguesia de Rosmaninhal, quer o Presidente da Câmara Municipal, não obtendo destes qualquer resposta aos seus anseios e inquietações.

Em desespero de causa, Carlos Armando contactou o Regiões, para divulgar a sua situação, na expectativa de que se possa encontrar uma solução para o problema da sua família. «Eu peço ajuda a todos. O que nos está a acontecer não é justo. Vim de França para o Rosmaninhal à procura de um sonho, e o que encontrei foi um pesadelo, que não desejo a ninguém», desabafou.

«Hoje mesmo fui de novo à Câmara Municipal para me lamentar, e queria falar com o Senhor Presidente Jacinto, mas o que me disseram foi que o assunto está a ser avaliado e que tenho de esperar. É fácil dizer isso. Difícil é passar pelas dificuldades que eu passo. Difícil é viver nas condições em que eu vivo, afirma com convicção Carlos Armando, e acrescenta: «Alguém tem de olhar para a nossa situação. Mas afinal para que serve a Junta de Freguesia e a Câmara, quando não resolvem os problemas das pessoas. A habitação é um direito. Comprei a minha casa, destruíram-ma e agora ninguém quer assumir responsabilidades». Não há direito, conclui.

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