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Ataque russo danifica Delegação da UE em Kiev; líderes europeus condenam e convocam embaixador

Um ataque noturno, de hoje,  com mísseis e drones danificou o edifício que alberga a Delegação da União Europeia (UE) em Kiev, enquanto as autoridades ucranianas e fontes internacionais reportavam dezenas de mortos e feridos em vários pontos da cidade. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que o pessoal da missão está em segurança e apelou à Rússia para que cesse os ataques indiscriminados contra infraestruturas civis

Ataque russo danifica Delegação da UE em Kiev; líderes europeus condenam e convocam embaixador
Foto: Foto tirada pelo pessoal da delegação da UE em Kiev

Relatos iniciais indicam que a ofensiva combinou uma larga vaga de drones com mísseis de cruzeiro e balísticos — a contabilidade das autoridades ucranianas e das agências de notícias fala em cerca de 598 drones e 31 mísseis usados na operação, totalizando perto de 629 vetores. O impacto causou danos em múltiplos edifícios residenciais e administrativos em vários distritos de Kiev, incluindo o prédio onde funciona a Delegação da UE. Equipes de emergência continuam a trabalhar nas zonas afetadas.

Vítimas e buscas

Os números provisórios sobre mortos e feridos variam conforme as fontes: alguns veículos noticiaram entre 17 e 21 mortos e dezenas de feridos, enquanto a Reuters referiu mortos e dezenas de feridos em áreas diversas da cidade — um indicativo de que as contagens oficiais ainda estavam a ser consolidadas nas horas seguintes ao ataque. Equipas de resgate informaram que há pessoas ainda por localizar sob escombros e prosseguem os esforços de salvamento. O presidente Volodymyr Zelensky alertou para dezenas de feridos e para a possibilidade de vítimas ainda por retirar dos destroços.

Reações da União Europeia

O presidente do Conselho Europeu, António Costa, classificou o ataque que atingiu a Delegação da UE em Kiev como uma ação “deliberada” e declarou que “a União Europeia não se deixará intimidar”, acrescentando que a agressão de Moscovo só reforça a determinação do bloco em apoiar a Ucrânia. A presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, disse que o edifício foi atingido, mas que o pessoal está em segurança, pedindo que a Rússia cesse imediatamente os ataques indiscriminados contra infraestruturas civis. A presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, e a alta representante para os Negócios Estrangeiros, Kaja Kallas, também condenaram os ataques; Kallas anunciou que a UE convocou o embaixador russo em resposta ao sucedido.

O ataque provocou respostas diplomáticas imediatas: além de convocatórias de embaixadores, líderes europeus prometeram discutir medidas e possíveis consequências no encontro informal de ministros dos Negócios Estrangeiros que se realiza nos próximos dias. Em Bruxelas e em capitais parceiras, a ação foi classificada como um novo exemplo de ataque contra civis e infraestruturas não militares, com pedidos públicos por reforço de sanções e por maior coordenação internacional para proteger civis e representações estrangeiras na Ucrânia.

O ataque ocorre num momento de fragilidade entre tentativas diplomáticas e escaladas militares: analistas e diplomatas alertam que ataques a infraestruturas civis e a representações estrangeiras complicam qualquer pista de confiança necessária para negociações. Enquanto isso, Kiev concentra recursos em operações de socorro e em reforçar a defesa aérea nas áreas mais atingidas. As autoridades ucranianas e os parceiros internacionais continuam a verificar a situação e a recolher informações sobre a extensão dos danos e das vítimas.

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