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Agricultores portugueses enviam manifesto a Ursula von der Leyen

Os agricultores portugueses juntaram aos seus colegas do resto da União europeia e enviaram um manifesto á presidente da Comissão europeia, Ursula von der Leyen, a pedirem reformas urgentes para o sector. A carta destaca que os agricultores são os primeiros “a sentir as consequências ambientais”, mas também os primeiros a assumir o seu papel “enquanto redutor das emissões de carbono”.

A confederação das cooperativas agrícolas de Portugal assinou um manifesto dirigido à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que aponta “quatro focos imperativos” para o mandato 2024-2029.

“Dado o difícil contexto que os agricultores têm sentido na pele e tendo em conta os inúmeros protestos já decorridos Europa fora, a COPACOGECA uniu-se para que uma posição comum chegasse à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, bem como a todos os presidentes dos Estados-membros europeus”, indicou, em comunicado, a Confederação Nacional das Cooperativas Agrícolas e do Crédito Agrícola de Portugal (Confagri), que subscreveu a missiva.

A organização COPACOGECA representa os agricultores e as cooperativas agrícolas da União Europeia. O presidente da Confagri, Idalino Leão, é vice-presidente da COGECA, uma das associações que formam a COPACOGECA.

Politica coerente para o sector

Nesta missiva, os agricultores apontam “quatro focos imperativos” para o mandato 2024-2027 da Comissão Europeia – um orçamento que reflita os desafios que os agricultores enfrentam; uma agenda política comercial “coerente com a ambição estabelecida no mercado interno”; estudos viáveis para apoiar propostas relacionadas com o setor agrícola e um comissário para a agricultura e zonas rurais “com um papel fundamental como vice-presidente da Comissão Europeia”.

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De acordo com a Confagri, esta carta destaca que os agricultores são os primeiros “a sentir as consequências ambientais”, mas também os primeiros a assumir o seu papel “enquanto redutor das emissões de carbono”. O documento apresenta também um conjunto de problemas do setor e de possíveis soluções.

Neste âmbito, os agricultores pedem, por exemplo, a implementação de medidas urgentes para simplificar o trabalho e a vida dos agricultores e a garantia de reciprocidade nos padrões de produção agrícola. Citado na mesma nota, o presidente da Confagri, Idalino Leão, defendeu que este é um passo importante para a mudança das políticas públicas, em particular, no que se refere à agricultura.

“Este é o pontapé de saída para o reconhecimento da importância vital da agricultura no crescimento futuro da Europa”, vincou.

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