O Grupo de Ação Financeira (GAFI), organismo internacional de combate ao branqueamento de capitais e financiamento ao terrorismo, adicionou Angola à sua “lista cinzenta” de países sob monitorização reforçada. A decisão, anunciada esta sexta-feira pela presidente do GAFI, Elisa de Anda Madrazo, inclui ainda a Costa do Marfim, Argélia e Líbano

Anda Madrazo destacou que a inclusão na lista cinzenta não tem natureza punitiva, mas visa antes orientar os países no reforço das suas medidas financeiras. “Este processo orienta os países na via da melhoria, estimulando-os a trabalhar ativamente com organismos regionais e com o GAFI para desenvolverem planos de ação sólidos e eficazes”, explicou a presidente do grupo. A monitorização pretende, assim, auxiliar os governos a corrigirem lacunas estratégicas identificadas na prevenção de atividades ilícitas e a implementar reformas dentro dos prazos estipulados.
A reunião plenária, a primeira sob a liderança de Anda Madrazo, contou com a presença de representantes de mais de 200 membros e organizações observadoras, como o Fundo Monetário Internacional, as Nações Unidas, o Banco Mundial, a Interpol e o Grupo Egmont de Unidades de Informação Financeira. Estes observadores apoiam a coordenação de medidas contra crimes financeiros à escala mundial, promovendo a troca de informações e o acompanhamento de progressos nos países listados.
A presença de Angola na lista cinzenta implica que o país compromete-se formalmente a resolver rapidamente as falhas identificadas nas suas práticas de combate ao branqueamento de capitais.