O presidente francês anunciou esta quinta-feira, no final da cimeira de Paris sobre a Ucrânia, que haverá uma força de segurança europeia no país em caso de paz. Segundo Emmanuel Macron, uma missão franco-britânica viajará para a Ucrânia “nos próximos dias” para preparar “o formato do exército ucraniano”, bem como um envio de forças de países aliados após um possível acordo de paz. Montenegro diz que “Portugal não vai estar de fora desse esforço”, mas salienta que “ainda estamos longe e é ainda precoce e muito cedo para falarmos disso”.
O Governo português prepara-se para aprovar um novo pacote de apoio à Ucrânia no valor de 205 milhões de euros. O anúncio foi feito esta quinta-feira pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, à saída da cimeira dos países aliados da Ucrânia que decorreu em Paris.
À saída do encontro em Paris, Luís Montenegro anunciou que o Conselho de Ministros prepara-se para dar luz verde, esta quinta-feira, a um novo pacote de apoio à Ucrânia de 205 milhões de euros.
“Ao mesmo tempo que se realizava esta reunião, estávamos a decidir, no Conselho de Ministros em Lisboa, a autorização da despesa no valor de 205 milhões de euros que concretiza o apoio militar” à Ucrânia, anunciou o primeiro-ministro em declarações aos jornalistas, na capital francesa. Esta tranche anual já tinha sido anunciada no início deste ano. Em 2024, o pacote de ajuda à Ucrânia foi de 221 milhões de euros para bens e equipamentos militares.
A reunião decorreu no Palácio do Eliseu e contou com a presença do presidente da Ucrânia, do primeiro-ministro do Reino Unido e de chefes de Estado e de Governo de cerca de 30 países, incluindo Portugal.
Questionado sobre o envio de militares portugueses para a Ucrânia, no âmbito dos planos de garantias de segurança, Montenegro diz que “Portugal não vai estar de fora desse esforço”, mas salienta que “ainda estamos longe e é ainda precoce e muito cedo para falarmos disso”.
“Estamos sempre prontos para fazer parte de missões de paz e missões que salvaguardam a segurança”, asseverou.
O encontro dos aliados em Paris acontece dois dias depois de os Estados Unidos terem anunciado que chegaram a acordo com a Ucrânia e a Rússia, separadamente, para uma trégua no Mar Negro.
No entanto, Moscovo exige uma série de condições antes da sua implementação, nomeadamente o “levantamento” das restrições ocidentais ao comércio de cereais e fertilizantes russos.
Os líderes europeus rejeitam suspender as sanções a Moscovo. “Não é ainda tempo de fazer o levantamento” das sanções, disse Montenegro.
Este encontro ocorre na sequência das reuniões realizadas em Paris e Londres nas últimas semanas para dar “garantias de segurança” à Ucrânia, invadida pelas tropas russas em fevereiro de 2022, numa altura em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tenta alcançar um eventual acordo de paz com a Rússia.