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Ansiedade Generalizada Afeta 32% da População Portuguesa, com Taxas Elevadas Entre Mulheres e Desempregados

Em 2024, um em cada três portugueses, com 16 anos ou mais, revelou apresentar sintomas de ansiedade generalizada, de acordo com dados recentemente divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). A prevalência de transtornos de ansiedade atinge 32% da população, sendo mais notória entre as mulheres, com 38,2% a registarem sintomas, em comparação com 24,7% dos homens.

O impacto da ansiedade é mais grave entre as mulheres, que apresentam um nível de severidade superior ao dos homens. Cerca de 14,1% das mulheres reportaram sintomas graves, como ataques de pânico ou palpitações, contra 6,2% dos homens. Embora o número global de casos tenha mostrado um ligeiro decréscimo em relação ao ano anterior, a ansiedade continua a ser uma das condições de saúde mais prevalentes no país.

O fenómeno da ansiedade generalizada também afeta de forma distinta diferentes grupos etários e profissionais. A população idosa, com 65 anos ou mais, apresenta uma prevalência de sintomas mais elevada, com uma diferença de 4,3 pontos percentuais em relação à média nacional. Em termos de severidade, a diferença chega aos 3,9 pontos percentuais. Já os trabalhadores empregados registam uma taxa de 28,4% de transtornos de ansiedade, mas este valor é ainda mais elevado entre os desempregados, que alcançam uma taxa de 41,9%. Além disso, a ansiedade afeta também um elevado número de pessoas economicamente inativas, com 34,5% dos reformados e 40,8% dos outros inativos a registarem sintomas de ansiedade.

O estudo do INE também revelou que o nível de escolaridade tem influência na prevalência de sintomas de ansiedade. A população com ensino superior apresenta as menores taxas de ansiedade, com apenas 26,5% a manifestarem sintomas, enquanto aqueles sem escolaridade ou com o ensino básico alcançam valores muito mais elevados, com 50,2% e 35,7%, respetivamente.

Em termos de satisfação geral com a vida, o estudo revelou que a média da população portuguesa foi de 7,3 em uma escala de 0 a 10, ligeiramente superior ao valor de 7,1 registado no ano anterior. A satisfação foi mais elevada entre os homens (7,4), a população mais jovem (7,4), e aqueles com ensino superior (7,8). No entanto, a população idosa apresentou uma média mais baixa, de 6,9.

Estes dados, divulgados na publicação “Estatísticas da Saúde”, coincidem com o Dia Mundial da Saúde, celebrado a 7 de abril, e sublinham a necessidade urgente de abordar o impacto crescente da ansiedade na sociedade portuguesa, especialmente entre grupos vulneráveis como as mulheres, os desempregados e os mais velhos.

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