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José Pedro de Sousa: um homem de causas. Um exemplo de isenção

O Professor José Pedro de Sousa, recentemente eleito como Director da Escola Superior de Gestão do Instituto Politécnico de Castelo Branco, renunciou ao seu mandato de deputado da Assembleia Municipal de Idanha-a-Nova, localidade onde a escola que actualmente dirige se encontra instalada.

José Pedro de Sousa: um homem de causas. Um exemplo de isenção
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Da mesma forma, renunciou ainda ao mandato em que fora investido pelos seus pares na Assembleia Municipal, para representar Idanha-a-Nova na Comunidade Intermunicipal da Beira Baixa.

Entretanto, na sequência da tomada de posse como director da Escola Superior de Gestão de Idanha-a-Nova (ESGIN), José Pedro de Sousa havia também suspendido a sua inscrição junto da Ordem dos Advogados, profissão que abraçou há mais de três décadas e que de forma irrepreensível tem exercido com reconhecido mérito em toda a região.

Ao assumir, com tão abnegada entrega, a direcção da ESGIN, José Pedro de Sousa revela de forma inequívoca e exemplar a sua forma de estar na vida pública.

É de facto digna de nota a conduta do Professor José Pedro de Sousa que, ao verificar que a acumulação de diversas funções públicas poderia colocar em dúvida a sua imparcialidade em alguma delas, ou que entre as mesmas poderia ser suscitada alguma espécie de conflito de interesses ou incompatibilidades, preferiu renunciar aos mandatos autárquicos em que legitimamente fora investido, para abraçar plenamente a causa da direcção da ESGIN.

Sublinhe-se que, legalmente, o Professor José Pedro de Sousa não estava obrigado a abdicar dos cargos públicos que ocupava. Nada o impedia também, do ponto de vista regulamentar ou regimental, de continuar a desempenhar aquelas funções. Foram apenas imperativos de natureza ética e moral, aqueles que nortearam a conduta de José Pedro de Sousa, que mais uma vez dá de si o melhor exemplo, ao demonstrar que não está, por nenhuma forma, agarrado ao poder, e que não precisa dele para servir a causa pública.

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Pelo contrário, não faltam na região titulares de cargos públicos, autarcas, políticos no activo e ex-políticos de nomeada, cuja postura é perfeitamente a inversa da do Professor José Pedro de Sousa, revelando com ela não só a forma interesseira e interessada com que se acham agarrados e dependentes do poder, mas também que se servem dos lugares que deveriam servir, para satisfazerem interesses em tudo antagónicos ao da causa pública. Só isso justifica que alguns autarcas sejam ao mesmo tempo directores de corporações de bombeiros, presidentes de instituições de solidariedade social, presidentes de associações de desenvolvimento local, directores de colectividades culturais e desportivas, entre muitas outras coisas que deixam a nu de forma ostensiva uma promiscuidade em tudo indesejável.

No universo onde tais condutas são, por infortúnio do regime, a regra, a postura do Professor José Pedro de Sousa é, sem sombras de dúvidas, a honrosa excepção.

E é justamente por isso, porque revelou ser um homem de causas e um exemplo de isenção, que lhe presto aqui a minha homenagem pública, desejando-lhe os melhores votos no exercício do cargo que decidiu abraçar em exclusivo: o de Director da ESGIN.

 

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Pedro Rego
Pedro Rego
Advogado. Escreve artigos sobre diversas temáticas para o jornal ORegiões.

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