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Montenegro elogia capacidade de resistência da Vista Alegre

A 1 de julho de 1824, José Ferreira Pinto Basto fundou a fábrica de porcelana Vista Alegre. Ao longo de dois séculos, a marca floresceu, tornando-se um símbolo de excelência e inovação. Ao celebrar os seus 200 anos, o Primeiro-ministro, Luis Montenegro, salientou o passado distinto da Vista Alegre que olha para o futuro com a mesma determinação e inovação que a caracterizam desde o início.

O primeiro-ministro elogiou a capacidade de resistência da empresa Vista Alegre, que está a comemorar 200 anos, afirmando que são exemplos destes que mostram que o país será “mais desenvolvido e mais justo” nos próximos anos.

“É a olhar para caminhos como este, para quem conseguiu durante 200 anos resistir, persistir, inovar e recriar, que nós vemos a força que vamos ser no futuro, nos próximos anos, um país mais desenvolvido e mais justo”, disse Luis Montenegro durante um jantar de comemoração dos 200 anos da Vista Alegre, em Ílhavo no distrito de Aveiro, onde foi apresentado um selo comemorativo dos seus 200 anos, simbolizando a continuidade e a eternidade da marca. Este selo representa a interseção entre o passado, o presente e o futuro, reforçando o compromisso da Vista Alegre com a arte, a criatividade e o humanismo ao longo dos séculos.

O chefe do Governo insistiu que o país só tem futuro e só consegue “dar a volta aos maus Governos” se, em simultâneo, “aproveitar as pessoas, apostar no conhecimento e se se abrir ao mundo”.

“Nós só teremos futuro para darmos confiança nomeadamente aos mais jovens, de que não precisam de sair de Portugal para terem uma boa oportunidade, se conciliarmos todos estes interesses”, defendeu.

O primeiro-ministro destacou ainda o exemplo desta empresa centenária, que apesar de ter nascido num tempo difícil foi capaz de resistir a todas as vicissitudes, constituindo hoje “uma marca de Portugal no mundo”.

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“Qualquer um de nós que viaja pelo mundo fora é capaz de ter uma conversa com um interlocutor, falar da Vista Alegre e perceber que as pessoas sabem o que é a Vista Alegre. Isto é uma força medonha”, afirmou, referindo que quer multiplicar este exemplo.

Luis Montenegro realçou ainda a importância da indústria cerâmica, com mais de 1.100 empresas que dão emprego a cerca de 20 mil pessoas e com um volume de negócios superior a 1.500 milhões de euros por ano, afirmando que se trata de um setor que “demonstra que mesmo na indústria temos potencial e capacidade concorrencial para ganhar quotas de mercado”.

Visabeira “levenatou” a empresa

Antes, Nuno Terras, diretor executivo do grupo Visabeira, realçou a forma como o grupo, que adquiriu a fábrica da Vista Alegre em 2009, conseguiu dar a volta ao momento difícil que a empresa atravessava, iniciando um processo de recuperação empresarial e mantendo a integralidade dos postos de trabalho existentes.

O administrador referiu ainda que a empresa triplicou as vendas globais, desde que o grupo assumiu o controlo da Vista Alegre, exportando cerca de 75% da sua produção para mais de 90 países e referiu que tem “fortes investimentos” em curso com foco na transição energética, na descarbonização, na capacitação dos recursos humanos e na circularidade.

Nuno Terras referiu-se ainda à recente entrada de Cristiano Ronaldo no capital social da empresa, afirmando que a Vista Alegre é hoje “uma marca e empresa de futuro”.

“Cristiano Ronaldo um dos nossos melhores jogadores de sempre e da história do futebol mundial e personalidade portuguesa mais conhecida, apreciada e admirada em todo o mundo, adquiriu através da CR7 SA, e em alinhamento estratégico com o grupo Visabeira, 10% do capital da Vista Alegre Atlantis SGPS e acordou adquirir em operação a concretizar proximamente 30% da Vista Alegre Espanha”, explicou.

Antes do jantar, o primeiro-ministro inaugurou uma talha evocativa dos 200 anos da Vista Alegre, uma peça em porcelana pintada à mão com dois metros de altura, em que cada centímetro representa um ano de vida da fábrica.

Além do primeiro-ministro, o jantar comemorativo dos 200 anos da Vista Alegre contou com a presença dos ministros da Presidência, António Leitão Amaro, da Economia, Pedro Reis, e da Coesão Territorial, Castro Almeida, além de deputados e diversos autarcas, como o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas.

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