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Operação “Concerto”: Luís Bernardo e João Tocha sob investigação da PJ

A investigação da Polícia Judiciária (PJ) ao ex-assessor do antigo primeiro-ministro José Sócrates e ex-diretor de comunicação do Benfica, Luís Bernardo, e ao consultor João Tocha, visa seis alvos e ainda não constituiu arguidos. Em causa estarão alegados crimes de corrupção passiva, corrupção ativa, prevaricação, participação económica em negócio e abuso de poderes.

As suspeitas incidem sobre o favorecimento de empresas de comunicação em contratos públicos. A PJ executou 34 mandados de busca e apreensão, incluindo 10 buscas domiciliárias e 24 não domiciliárias em Lisboa, Oeiras, Mafra, Amadora, Alcácer do Sal, Seixal, Ourique, Portalegre, Sintra e Sesimbra. Até ao momento, não foram identificados autarcas entre os principais visados.

A PJ comunicou que a operação “Concerto”, coordenada pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC) e com a participação de cerca de 150 agentes e oito procuradores do Ministério Público, visa consolidar a suspeita de adjudicação de contratos em violação das regras de contratação pública, causando prejuízo ao erário público.
A Procuradoria-Geral da República referiu que os factos investigados ocorreram entre 2020 e 2024. Entre os locais alvo de buscas estão uma universidade, municípios, uma freguesia de Lisboa, serviços municipalizados, empresas municipais e a Secretaria-Geral do Ministério da Administração Interna.

As empresas de assessoria de comunicação sob suspeita terão criado um esquema para aparentar concorrência e garantir a vitória em concursos públicos. Luís Bernardo, administrador da Wonderlevel Partners, expressou surpresa pelas especulações mediáticas e reafirmou a sua disponibilidade para colaborar com as autoridades. João Tocha, da First Five Consulting, não comentou até ao momento.

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