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PJ resgata mulher escravizada há 23 anos em Castelo Branco

Mulher era escravizada desde os 13 anos. Tem um filho menor.

A Polícia Judiciária (PJ) deteve três elementos da mesma família, em Castelo Branco, pela presumível autoria dos crimes de tráfico de pessoas, para fins de exploração laboral e escravidão. Alegadamente, o grupo mantinha uma mulher escravizada há 23 anos a viver em condições desumanas num anexo da sua habitação.

PJ resgata mulher escravizada há 23 anos em Castelo Branco
DR

Segundo comunicado da PJ, “os arguidos, de forma concertada e organizada, desde há vários anos a esta parte, vinham recrutando pessoas fragilizadas, com carências económicas e em processos de exclusão social, que ludibriavam com promessas de emprego bem remunerado, em explorações agrícolas em Espanha e Portugal”.

No decurso das investigações, em novembro de 2022, com a colaboração da Guarda Nacional Republicana (GNR), foi resgatada uma mulher de 36 anos de idade com um filho menor, que se encontrava escravizada pelo grupo há 23 anos, vivendo na cidade de Castelo Branco, num anexo da habitação dos suspeitos, em condições desumanas, adianta ainda a autoridade.

A PJ detalhou ainda que “para além de trabalhar sem qualquer tipo de remuneração em várias campanhas agrícolas, a vítima era obrigada a entregar as prestações sociais que mensalmente recebia”.
Agora, a operação desenvolvida pela Polícia Judiciária visou a localização e detenção dos suspeitos e a recolha elementos probatórios.

Os detidos, dois homens e uma mulher, com 35, 52 e 53 anos de idade, da mesma família, intermediavam junto de vários empregadores o fornecimento deste tipo de mão de obra, mantendo as vítimas controladas sob ameaça e coação, ficando na posse da quase totalidade dos proventos auferidos, através da apropriação do dinheiro que os empresários lhe entregavam para pagamento dos salários.

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Durante a investigação, na vertente do acolhimento e estabilização emocional da mãe e filho, houve a colaboração das Equipas Multidisciplinares Especializadas de Assistência a Vítimas de Tráfico de Seres Humanos.

Os suspeitos ficaram em prisão preventiva.

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15.04.2024