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Putin chama familiares para substituir governantes despedidos do Ministério da Defesa

O presidente da Rússia terá despedido quatro governantes do Ministério da Defesa, avançou esta segunda-feira a agência Reuters, sendo que uma das pessoas que beneficiou da decisão é Anna Tsivileva, familiar de Vladimir Putin e, agora, secretária de Estado da Defesa.

O Presidente russo, Vladimir Putin, nomeou esta segunda-feira 12 novos vice-ministros da Defesa, incluindo uma prima, numa verdadeira purga contra generais e funcionários detidos por corrupção, após a demissão de Serguei Shoigu.

A primeira vaga de mudanças ocorreu em meados de maio, quando o chefe do Kremlin, poucos dias após a sua tomada de posse para um quinto mandato, substituiu Shoigu, no cargo desde 2012 por um economista sem experiência militar, Andrei Beloussov.

Segundo fontes do Kremlin, Putin demitiu Nikolay Pankov, Ruslan Tsalikov, Tatyana Shevtsova e Pavel Popov. Anna Tsivileva, que os meios de comunicação russos disseram tratar-se da filha de um primo de Putin, é agora o equivalente a secretária de Estado da Defesa. É também esposa do ministro da Energia, Sergei Tsivilev.

Leonid Gornin, outro governante apontado por Putin, é agora o vice-ministro da Defesa, diretamente abaixo na hierarquia de Andrei Belousov, o ministro da Defesa que substituiu Sergei Shoigu em maio deste ano. A Reuters também referiu que Pavel Fradkov, filho do antigo primeiro-ministro Mikhail Fradkov, é também um secretário de Estado no Ministério da Defesa.

A remodelação no ministério responsável pela guerra na Ucrânia, iniciada com a saída do veterano Shoigu na liderança das forças armadas, simboliza um momento de mudança radical neste início de quinto mandato de Putin como Presidente.

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As decisões têm sido vistas pela imprensa internacional como num contexto de combate à corrupção no Ministério de Defesa, e o desvio de fundos de guerra para as mãos de oligarcas; contudo, é também difícil de saber quão efetivas serão as mudanças, visto que as pessoas que ascenderam ao topo da hierarquia militar são familiares próximos de Putin.

Combater corrupção no Exército

Vladimir Putin justificou a surpreendente remodelação ministerial pela necessidade de otimizar os gastos militares, que dispararam para apoiar as necessidades do Exército na Ucrânia.

A corrupção nos escalões superiores do Exército russo – que se tornou endémica desde a queda da União Soviética, em 1991 – foi uma das críticas formuladas em voz alta pelo chefe do grupo paramilitar Wagner, Yevgeny Prigozhin, que esteve na origem de uma rebelião abortada na Rússia em junho de 2023 e que morreu num acidente de avião dois meses depois.

O Kremlin rejeitou qualquer ideia de purga, garantindo que se trata meramente do resultado de uma operação de luta contra a corrupção.

Desde que chegou ao poder, há quase um quarto de século, Vladimir Putin rodeou-se de muitos amigos próximos, principalmente dos seus anos no KGB e depois do tempo como presidente da Câmara de São Petersburgo, na década de 1990.

Nos últimos anos, vários filhos dos seus familiares foram nomeados para cargos de responsabilidade política e administrativa.

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