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Risco máximo de incêndio e seca com os agricultores a pedir estado de calamidade

Há um alerta máximo de incêndios nesta quarta-feira em quase 60 concelhos de sete distritos. Castelo Branco, Santarém, Portalegre, Guarda, Viseu, Vila Real e Bragança são os apresentam maior perigo. O calor antecipado acelera a seca e os agricultores já pedem a declaração do estado de calamidade.

Risco máximo de incêndio e seca com os agricultores a pedir estado de calamidade
DR

Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), estão previstas temperaturas máximas de 36 graus em Santarém, 35 em Évora, 34 em Leiria e 33 em Castelo Branco e Beja.

O perigo de incêndio, determinado pelo IPMA, tem cinco níveis, que vão de reduzido a máximo. Os cálculos são obtidos a partir da temperatura do ar, humidade relativa, velocidade do vento e quantidade de precipitação nas últimas 24 horas.

Com as temperaturas a subirem antes do verão, agricultores já sentem os efeitos de seca, que além de alterar as produções de fruta e hortícolas, devasta as pastagens para os animais. Os agricultores estão desesperados por respostas e apelam a que seja declarado o estado de calamidade, de forma a que possam ter acesso aos apoios previstos na lei. Queixam-se também que o preço da água duplicou para as culturas de arroz ou para o tomate. Até agora não há resposta a estes apelos por parte do Ministério da Agricultura. Esta semana a ministra admitiu preocupação, mas garantiu que o Governo está a tomar medidas para ajudar a combater a seca.

Ainda esta semana, o IPMA avisou que a previsão de chuva será pouca ou nenhuma e os agricultores alertam já para uma perda total das culturas de sequeiro e pasto para os animais.

Risco máximo de incêndio e seca com os agricultores a pedir estado de calamidade
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Este ano, as temperaturas de verão chegaram muito mais cedo. Abril já bateu o recorde nos últimos anos e Maio promete ser ainda mais quente. Apesar de poder cair alguma pouca chuva no litoral Norte, as regiões Centro e Sul estão já com temperaturas muito altas e os incêndios também já começaram a devotar áreas florestais, sobretudo no interior do país. Desde o início do ano houve 2421 fogos florestais e arderam 7590 hectares em espaços rurais, de acordo com dados do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF).

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