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A Cena Musical em Luanda até à Independência, Parte II

Festivais Pop/ Rock realizados em Angola nas décadas de 60 e 70: A sala remodelada do Cinema Nacional deve ter esbugalhado os olhos de espanto, perante o delirante remetimento de uma juventude que aprendeu a dançar de um modo antigamente só desculpável nos doentes epilépticos (Revista Notícia)

Quando os Brotolândia em Setembro de 1967 concorrem ao 1.º Grande Festival Yé-Yé de Angola no Estádio do Sporting de Luanda, já a cidade tinha tradição nessa forma da juventude ouvir a sua música, possivelmente surgida em 1963 em Paris quando da inesperada presença de 200 mil jovens para celebrar o primeiro aniversário do programa de rádio Salut Les Copains.

1.º Grande Festival Yé-Yé
DR

De facto, desde princípios da década que surgem diversos concursos e festivais em Portugal e nas colónias, alguns com final em Lisboa após eliminatórias no Ultramar. Foi durante os anos 60 que os jovens cosmopolitas se começaram a reunir para ouvir e premiar bandas de Rock/ Pop, servindo os festivais de música como elementos agregadores duma juventude que descobria vivências culturais autónomas, muitas vezes chocando com o conservadorismo tradicional.

Cabia ao Festival da Canção representar o género musical que mais tarde João Paulo Guerra designaria por nacional – cançonetista (a edição de 1967 em Angola teve como convidada de honra Maria de Lurdes Resende), onde se retratavam os valores tradicionais portugueses e os ideais e princípios do Estado Novo, como a exaltação da vida no campo e da pobreza, num conformismo que afastava tudo o que pudesse afrontar o regime.

Após o Concurso Caloiros da Canção organizado em 1960 pela Rádio Renascença e ganho pelos Conchas, que se podia acompanhar através do programa radiofónico Clube das 10, surge a primeira gravação de temas Rock and Roll em disco num 45 rotações com duas canções de cada lado, metade do alinhamento por conta dos Conchas e cabendo a outra a Daniel Bacelar.

Embora o pioneirismo dos festivais de Ritmos Modernos em Portugal pertença, possivelmente, ao Festival Rei do Twist em Setembro de 1963 no Monumental em Lisboa e ganho por Victor Gomes e os Gatos Negros, merece especial destaque o Concurso Yé-Yé organizado pelo jornal O Século através do Movimento Nacional Feminino, a favor das Forças Armadas no Ultramar, com pré-eliminatórias em todas as colónias, tentando demonstrar que Portugal se espalhava pelo mundo. A final também aconteceu em Lisboa no Cinema Monumental, a 30 de Abril de 1966, e foi ganha pelos Claves, à frente dos angolanos Rock´s.

Como ficará bem demonstrado por algumas transcrições de revistas da época angolanas – e o mesmo se passando nas outras colónias e na Metrópole – as apreciações sobre o comportamento do público e a música que se ouvia eram muito pouco benevolentes. Sublinhe-se que muitas vezes as manifestações de desagrado da assistência que contestavam o conjunto vencedor, a composição do júri ou outras razões relacionadas com o espectáculo, acabavam muitas vezes por se cruzar com protestos contra a presença da polícia, censurando o estado repressivo ou mesmo a guerra colonial.

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Escreve Mario Cardão em “A juventude pode ser alegre sem ser irreverente”. O Concurso Yé-Yé de 1966-67 e o Luso-Tropicalismo Banal, comentando a intenção do Movimento Nacional Feminino em absorver a juvenil contra-cultura que despontava, paralelamente mas também por vezes em sintonia com a consciencialização das massas estudantis universitárias:

O interesse crescente da juventude urbana pelos ritmos yé-yé e, sobretudo, a conjuntura desfavorável – uma guerra colonial que decorria em três frentes e a diversificação e radicalização das oposições políticas – terá concorrido para que um organismo de propaganda oficial patrocinasse um espetáculo de música popular urbana, normalmente promovidos por empresários ligados ao mundo do espetáculo, como Vasco Morgado. Embora fosse justificado como um «exemplo de abertura», a aproximação do MNF ao universo do yé-yé, e dos novos estilos urbanos, era acompanhada por uma tentativa de catequização ideológica, relembrando por exemplo que o evento servia para angariar receitas para as ações de apoio às Forças Armadas.

Lembre-se que a própria perspectiva de músicos de outras áreas relativamente ao Pop/ Rock se alterou, assim acompanhando a evolução que essa cultura sofreu desde a fase inicial compreensivamente simplista e de contestação primária do Yé-Yé, até à consistência política e sociológica que alguns sectores foram experimentando com o decorrer dos anos 60.

Dizia José Afonso em entrevista à Plateia de 12 de Abril de 1966:

O que eu penso da música yé-yé é que se trata de um abastardamento das formas musicais modernas. De forma alguma representa uma época, porque nem todos os jovens do Mundo se comportam como estes tipos; o yé-yé representa antes a expressão de um processo de decadência de uma sociedade.

Já Carlos Paredes em entrevista ao Jornal de Letras e Artes em 1 de Setembro de 1981, a propósito da adaptação dos Tantra à sua música Verdes Anos, afirmava ser :

O Rock é um fenómeno que temos de aceitar. Consegue pôr a fazer música a juventude de diversos países. Tem que ser considerado como um instrumento de divulgação cultural.

Levantamento de alguns dos festivais Pop/ Rock mais significativos realizados em Angola nas décadas de 60 e 70

1964

– Em Janeiro de 1964, num Sábado à tarde que se prolongou até à noite, por iniciativa de António Ferreira e com o patrocínio dos cigarros 9009, a sala remodelada do Nacional deve ter esbugalhado os olhos de espanto, perante o delirante remetimento de uma juventude que aprendeu a dançar de um modo antigamente só desculpável nos doentes epilépticos (Revista Notícia). Foi o Grande Festival de Rock e Twist com os Rocks, Joe Mendes e os seus Electrónicos, o Conjunto Bossa Nova (que ganhou o Concurso Simpatia). Também foi eleito o par dos Melhores Bailarinos de Twist (Carlos Manuel Alves e Ana Maria Carinhas)

– Em Agosto de 1964 realizou-se um Festival de Música onde “ A velha sala do Restauração estremeceu pela segunda vez com os guinchos histéricos, os assobios, as pateadas, os berros, os pulos simiescos, de uma centena ou duas de yé-yés, mais ou menos guedelhudos, certamente saudosos das densas florestas do Maiombe, de onde é bem possível que tenham vindo desde que as coisas aqueceram um bocado para aqueles lados. Pelo menos as datas coincidem…” (Revista Noite e Dia).

Não comentando estas palavras de Emilio Filipe, apenas diremos que actuaram os Rocks e o conjunto I don Giovanni.

– Em Setembro aconteceu o Festival de Música Moderna, no Cine-Teatro Restauração, organizado pela Angola Filmes, com júri composto pelo pianista Amaral Lopes e os locutores Alice Cruz e Santos e Sousa e o jornalista Guerreiro Bruno. Ganharam os Rocks, os Herbert et les Jeunes em 2.º lugar, Joe Mendes e os Electrónicos em 3.º e os Incógnitos em 4.º lugar.

1965

– Em finais de Novembro de 1965 o I Concurso Provincial dos Conjuntos Yé-Yé realizou-se no palco rotativo do Avis, com o objectivo de escolher a banda que iria representar Angola no Concurso Yé-yé no teatro Monumental em Lisboa. Organizado pelo jornal O Século através do Movimento Nacional Feminino, a favor das Forças Armadas no Ultramar, com pré-eliminatórias em todas as colónias incluindo Macau, tentava-se assim demonstrar que Portugal se espalhava pelos três continentes.

O espectáculo foi apresentado por Maria Alice Cruz, Rute Soares e Ruivo da Costa, com a presença de dois júris, um técnico e outro em representação do público. Os primeiros a actuar foram os Acústicos de Sá da Bandeira, depois os Rocks, os Kriptons e os Jovens (todos de Luanda), os Dragões de Silva Porto, os Rebeldes de Nova Lisboa, os Selvagens e os Satélites, tendo sido esta a classificação:

1.º Rocks
2.º Rebeldes
3.º Jovens
4.º Acústicos
5.º Kriptons
6.º Satélites
7.º Dragões
8.º Selvagens

Segundo a Revista de AngolaO público mostrou-se exuberante no seu comportamento perante os seus ídolos, ultrapassando o péssimo em comportamento: assobiou, aplaudiu, gritou, barafustou, dançou e, por vezes, até provocou os demais que ali foram para só verem um espectáculo – e não dois…Quando foi lida a posição atribuída aos simpáticos rapazes do Lobito, o público, verdadeiramente indignado, protestou até ao rubro, chegando a proferir impropérios contra os Júris, dado a categoria de execução e sentido melódico destes jovens que foram de longe os melhores. O 3.º lugar estaria mais compatível com a classe destes moços e mais exacta a sua posição entre os demais.”

Os Rebeldes eram um grupo de Nova Lisboa (actual Huambo) onde se incluía Fausto Bordalo Dias e Vicky Paes Martins, alegando este que a causa do sururu passou pelo facto dos Rocks terem ganho por serem negros, o que é negado por Luis N´Gambi, musico dos Rocks (ver Biografia do Ié-Ié de LPA pag. 154).

A eliminatória relativa aos conjuntos do Ultramar realizou-se em 23 de Abril de 1966 em Lisboa, com a seguinte classificação

1.º Rocks (Angola) – 45 pontos
2.º Night Stars (Moçambique) – 37,5 pontos
3.º Lordes (Guiné) – 24 pontos
4.º Ritmos Cabo-Verdianos ( Cabo Verde) – 13 pontos

Sobre esta eliminatória, veja-se o jornal O Século, um dos patrocinadores oficiais da iniciativa: A última meia-final do Grande Concurso Yé-Yé no Monumental acabou em beleza. A assistência foi envolvida por serpentinas coloridas que rodopiavam vindas do alto para celebrar a exibição no palco dos ‘Night Stars’, de Moçambique, por sinal os últimos a apresentarem-se, em representação do nosso Ultramar, depois de Os Lordes da Guiné, de Os Rocks de Angola e de os Ritmos Cabo-Verdianos de Cabo Verde. Foi assim, um espectáculo cheio de animação, durante o qual aqueles diversos conjuntos foram aplaudidos.

No dia 30 de Abril realizou-se a Final do Concurso Yé-Yé no Teatro Monumental, podendo ler-se num cartaz por detrás do palco, depois de estabelecer regras quanto ao barulho na sala, etc., que A juventude pode ser alegre sem ser irreverente.

Nessa final os Rocks ficaram em 2.º lugar (receberam 10 contos) atrás dos Claves (15 contos) de Coimbra e à frente dos Night Stars (5 contos) de Moçambique, com contestação por parte do público, que preferia os Rocks, o que levou Eduardo Nascimento a declarar à Revista Noite e Dia de 30 de Abril de 1966 foi uma desonestidade e um roubo.

Os Sheiks também estavam na final mas nesse dia tinham espectáculo em Coimbra no ginásio do Liceu Normal D. João III e não puderam aparecer. Há quem diga que a data da final foi escolhida com a intenção dos Sheiks não puderem comparecer, pois seriam escolhidos com os Claves e só haveria lugar no podium para mais um representante duma colónia. (Carlos Mendes e Rui Miguel Abreu, jornalista do Blitz, no 1.º episódio – Os Anos do Yé-Yé de TV Arte Eléctrica).

Como curiosidade, consta que os Night Stars terão ganho o prémio da melhor canção inédita em português com “Eu Sei” – não se tendo ninguém apercebido de que era uma versão de uma canção dos Beatles – “I’ll Be Back” (ver Onda Pop n.º 4).

Como já referimos, esta classificação foi considerada por Eduardo Nascimento como desonesta e um roubo, e a verdade é que num artigo sobre Os Rocks se referia que o primeiro grande êxito de Os Rocks foi terem podido reproduzir ao vivo aquilo que todos dias ouvimos em disco, pelos nomes famosos do estrangeiro (…). E, o imitar, o reproduzir, o repetir, já é muito bom quando não destoa… (ver revista Os Rocks no Universo de 8 de Maio de 1965).

1966

– Realizou-se em Luanda o Festival Yé-Yé, onde os melhores foram os Incógnitos mas que não estavam a concurso. Entraram os Rubis e outros conjuntos e ganharam os Jazzers.

– No Sábado dia 23 de Julho Luanda fervilhava de expectativa, às 3h da tarde ia disputar-se o jogo Portugal – Coreia para escolher qual das selecções estaria presente na meia final contra a Inglaterra. Era a primeira vez que qualquer das equipas participava no Campeonato do Mundo de Futebol. Havia festas, festivais e bailes por toda a cidade e arredores marcados para a hora do jogo e ninguém esqueceu o entusiasmo com que foram vividas as alterações no resultado. Henrique Portugal, dos Black Stars, lembra-se de como comemoraram no Império:

Nem chegámos a tocar porque cada vez que eu fazia sinal com as baquetas – 1, 2, 3 – para começar a função… Eusébio metia golo! O concerto ia começar já Portugal perdia por 3 a 0, cada golo do Eusébio era uma algazarra e coincidia com as nossas tentativas para começar o tema! Acabámos todos a festejar na pista de dança!

– Sobre o Festival da Canção de Luanda, no ano em que Sara Chaves ganha o prémio de interpretação com a famosa Maria Provocação, de Ana Maria de Mascarenhas e Adelino Tavares da Silva, diz a intérprete em entrevista ao site Yetu: nessa noite de Setembro de 1966, no cinema Avis, ouviu-se música tipicamente angolana. O sucesso foi estrondoso, assim como estrondosa foi a decepção quando anunciaram que Maria Provocação não podia ser considerada concorrente ao festival, porque a organização não autorizava que os instrumentos típicos do Ngola Ritmos fossem integrados na orquestra. O júri classificou apenas a letra da Maria Provocação em 1º lugar e deu-me o 1º prémio de interpretação. Esta música fez uma carreira de sucesso e ainda em 1998 se cantava em Luanda. O duo Ouro Negro gravou-a em Portugal e Martinho da Vila no Brasil.

1967

– Em Abril realiza-se um Festival Yé-Yé no Império, interrompido por mau comportamento do público, dizendo a reportagem da Notícia que o público acompanha os grunhidos das canções.

– Em Setembro realizou-se o 1.º Grande Festival Yé-Yé de Angola, com longo cortejo pelas ruas da cidade com carros alegóricos, centenas de motorizadas, e grandes grupos de guedelhudos e mini-saias, empunhando cartazes yé-yé, vestidos de camisas multicolores e mil flores, calças boca de sino, percorrendo o largo Diogo Cão, a Avenida Marginal, a rua Salvador Correia até ao Estádio do Sporting de Luanda ao pé dos Coqueiros. Concorrem os Five Kings, Lords, Calhambeques, Lovers, Brotolândia, Brucutus e Gansos Selvagens (prémio Conjunto Mais Popular de Angola). A classificação ficou

1.º Five Kings
2.º Diabólicos
3.º Lovers

Sobre o cortejo escreve a Notícia de Setembro de 1967: Antes deste, já se tinha tentado festivais Yé-Yé, com maior ou menor êxito. Luanda, nesta preocupação tão lusitana de estar “au point”, armou-se de muitas guitarras eléctricas, deixou crescer o cabelo, vestiu estampados garridos. Por fora, ficou tal e qual. Por dentro continuou na mesma: um poucochinho saloia, metropolitana, fadista. Com o tempo foi burilando a fachada. E o desfile que atravessou a cidade aqui há dias tinha um ar já mais convincente, mais expontâneo e autêntico. De todas as bocas que se abriram por razões tão várias que não vêm agora ao caso, bocas houve que lançaram a sua discordância daqueles preparos, daquelas atitudes, de coisas daquelas. No entanto, do cortejo, com os anos da experiência em cima e os amargos de boca que a vida dá, sairão donas de casa, directores de banco, chefes de serviço, secretários provinciais, ocasionalmente um cantor, talvez um musico. Então, nas páginas amarelinhas do Notícia, hão-de descortinar estas loucuras de uma juventude que teve a sua época e talvez a sua verdade.

1968

– Em 6 de Janeiro de 1968 os Brotolândia deslocaram-se ao Huambo para concorrer ao II Grande Festival Yé-Yé do Huambo. Foi no recinto do Atlético Clube de Nova Lisboa que após um imenso cortejo de motorizadas (com concentração às 14 horas frente à Casa Nova York onde se distribuíram distintivos yé-yés), actuaram os Zorbas e o Quarteto 007 de Nova Lisboa, os Satélites do Lobito e de Luanda, para além dos Brotolândia, os Ídolos e os Five Kings, com os Pacíficos da Casa dos Rapazes a actuarem extra concurso. A classificação não foi pacífica, pois a vitória dos Five Kings foi contestada pelo público que preferia os Zorbas, que ficaram em 3.º lugar, com o Quarteto 007 em 2.º e os Brotolândia em 4.º lugar.

1.º Grande Festival Yé-Yé
DR

– II Grande Festival de Angola de novo ganho pelos Five Kings, com pouco público porque era cacimbo, os bilhetes muito caros e sem o cortejo que tanto tinha animado a primeira edição, uma vez que a polícia o proibiu por temer distúrbios. Organizado por Carlos Mesquita, com os Misseis de Malanje a ficarem em primeiro lugar na escolha do público mas em segundo na opinião do Júri, os Rhythm Boys de Benguela em terceiro, os 007 de Nova Lisboa em quarto, em quinto os Satélites do Lobito e em último os Indómitos de Luanda.

– Festival no Miramar onde os Windies fazem sucesso com a harmónica de Jaime Mendo em “In My Own Time” dos Bee Gees, onde entraram os Five Kings e os Jovens.

1971

– No Benfica, no seu Estádio Henrique Miranda, aconteceu em 4 de Dezembro de 1971 pelas 21,15h o 1.º Grande Festival de Música Moderna de Luanda. No cartaz de apresentação informa-se que terá a presença do Grupo 5 (n.º 1 do panorama musical português) e onde desfilarão ainda os melhores agrupamentos musicais da província: Os Windies, Contacto, Juventus e Marinho Gama e Potier. Os bilhetes estavam à venda no Flamingo Club, Boutique Playboy, Emissora Católica e Tabacaria Turismo na Baixa.

1.º Grande Festival Yé-Yé
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1972

– Em Julho de 1972 o programa Luanda 72 organizou um piquenique com música, que não terá sido muito concorrido, talvez por ser cacimbo e estar frio.

1973

– Merece também menção o Festival Pop que aconteceu em Março de 1973 na Restinga do Lobito, com a presença dos conjuntos a Nave e Terceiro Telhado, tendo sido considerado o “Woodstock Angolano”, lembrando o festival que acontecera no estado de Nova Yorque entre 15 e 18 de Agosto de 1969. Lembremos que no ano anterior, em Agosto de 1971, o Minho havia recebido o Festival de Vilar de Mouros, o “Woodstock Português”.

A independência de Angola, que se aproximava, traria outras músicas!

Agradeço ao Fernando Silva, que não falhava onde se ouvissem “breques, solos e demais fantasias”…

 

 

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Joaquim Correia
Joaquim Correia
“É com prazer que passo a colaborar no jornal Regiões, até porque percebo que o conceito de “regiões” tem aqui um sentido abrangente e não meramente nacional, incluÍndo o resto do mundo. Será nessa perspectiva que tentarei contar algumas histórias.” Estudou em Portugal e Angola, onde também prestou Serviço Militar. Viveu 11 anos em Macau, ponto de partida para conhecer o Oriente. Licenciatura em Direito, tendo praticado advocacia Pós-Graduação em Ciências Documentais, tendo lecionado na Universidade de Macau. É autor de diversos trabalhos ligados à investigação, particularmente no campo musical

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