Domingo,Julho 14, 2024
15.7 C
Castelo Branco

- Publicidade -

A Grande Farsa da Reabilitação Urbana em Castelo Branco

A Operação de Reabilitação Urbana (ORU) na zona histórica de Castelo Branco, recentemente apresentada na Rua do Saco, não passa de mais uma encenação política protagonizada pelo Presidente da Câmara, Leopoldo Rodrigues. Vendido como o maior desafio presente e futuro da cidade, o projeto iniciado em 2021 esconde, sob uma capa de boas intenções, uma série de falácias e promessas vazias

Desde o início do seu mandato, Leopoldo Rodrigues tem-se destacado pela sua retórica inflamada, cheia de grandiosas promessas que nunca se concretizam. Os seus discursos eloquentes podem enganar alguns, mas a realidade é bem diferente. O Presidente insiste em apelar à mobilização dos cidadãos e à consciência de que a reabilitação não se realizará em um, dois ou três mandatos, numa clara tentativa de justificar a sua ineficácia e falta de resultados concretos.

Sérgio Barroso, Coordenador de Programas Estratégicos e gestor da CEDRU, expôs os problemas da desertificação populacional e a ausência de emprego e âncoras comerciais. No entanto, estes problemas não são novos e a sua resolução não passa por projetos megalómanos, mas sim por uma gestão eficaz e pragmática, algo que tem faltado à liderança de Rodrigues. Com 900 habitantes e 680 edifícios, dos quais 18,8% estão vagos, a zona histórica de Castelo Branco necessita de ação imediata e eficaz, não de discursos vazios e promessas para mandatos futuros.

A arquiteta Ana Queiroz do Vale delineou objetivos importantes, como a reabilitação de edifícios degradados e a valorização do património, mas a operacionalização desses objetivos, apresentada pelo arquiteto Mário Benjamim, mostrou-se superficial e insuficiente. O levantamento arquitetónico e cadastral e o estudo do estado de conservação são passos essenciais, mas sem uma estratégia clara e ações concretas, tudo não passa de mais uma apresentação vazia.

Leopoldo Rodrigues continua a prometer um futuro brilhante para a zona histórica, mas a realidade é que a cidade está presa num marasmo sem fim, sem projeção económica e com uma gestão autárquica que deixa muito a desejar. A insistência em prolongar o seu mandato é apenas uma tentativa de se manter no poder, apesar da sua evidente inaptidão para o cargo. É necessário um novo rumo para Castelo Branco, com líderes competentes e capazes de transformar promessas em realidade.

Ao contrário do que Rodrigues vem anunciando desde que tomou posse, a requalificação da zona histórica há muito que tem vindo a ser feita no papel. No entanto, em discurso público, soube-se que afinal só há cerca de dois meses começou a trabalhar efetivamente. Os anúncios políticos valem o que valem: nada.

- Publicidade -

Num discurso repleto de analogias desportivas, Rodrigues afirmou que os coordenadores são os verdadeiros “pontas de lança”, numa alusão ao futebol. Por outro lado, a arquiteta Ana Queirós do Vale comparou o projeto a uma corrida de fundo, sugerindo que o processo é lento e contínuo, e não um sprint. Estas analogias, claramente influenciadas por um discurso de proximidade ao Partido Socialista, mais não são do que ferramentas de campanha.

A reabilitação da zona histórica não pode ser apenas um slogan de campanha, mas sim uma prioridade executada com competência e seriedade. A população de Castelo Branco merece mais do que promessas vazias e retórica política. Merece ação, resultados e um futuro que honre o seu rico património histórico.

- Publicidade -
Fernando Jesus Pires
Fernando Jesus Pireshttps://oregioes.pt/fotojornalista-fernando-pires-jesus/
Jornalista há 35 anos, trabalhou como enviado especial em Macau, República Popular da China, Tailândia, Taiwan, Hong Kong, Coréia do Sul e Paralelo 38, Espanha, Andorra, França, Marrocos, Argélia, Sahara e Mauritânia.

Destaques

- Publicidade -

Artigos do autor